A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO EXERCÍCIO DE PODER E RESISTÊNCIA

Autores

  • Rodrigo Barchi Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.5902/2236117010407

Palavras-chave:

Educação Ambiental, Poder, Resistência.

Resumo

A partir dos conceitos de poder e resistência, desenvolvidos por Michel Foucault – o poder, como algo que se exerce, vem de baixo, e é capturado pelo Estado; e a resistência, como o combate aos efeitos desse poder – a presente pesquisa intenciona buscar e debater algumas ressonâncias do amplo processo de institucionalização pelo qual atravessa a educação ambiental no Brasil, e a conseqüente transformação de suas concepções teóricas e práticas em leis e normas. Intenciona-se discutir a o funcionamento da educação ambiental como um exercício de poder, identificando seus mecanismos, ferramentas e dispositivos que a podem constituir como uma forma de sujeição e dominação ao que Foucault chamou de governamentalidade; e também de buscar referenciais teóricos que possibilitem potencializar as relações entre meio ambiente e educação como múltiplas maneiras de resistência às possíveis “docilizações” e uniformizações de conduta e modos de pensar promovidas por perspectivas hegemônicas institucionalizadas.

 

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Biografia do Autor

Rodrigo Barchi, Universidade Estadual de Campinas

Licenciatura em Geografia (UNISO)

Especialização em Educação Ambiental (USP-São Carlos)

Mestrado em Educação (UNISO)

Doutorado em Educação (UNICAMP) - em andamento

Professor-Coordenador do Curso de Geografia da Universidade de Sorocaba

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Publicado

2014-02-13

Como Citar

Barchi, R. (2014). A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO EXERCÍCIO DE PODER E RESISTÊNCIA. Revista Eletrônica Em Gestão, Educação E Tecnologia Ambiental, 17(17), 3258–3267. https://doi.org/10.5902/2236117010407

Edição

Seção

ARTIGOS