Uma abordagem intercultural crítica e libertadora para o ensino da Filosofia
DOI:
https://doi.org/10.5902/2448065794621Palavras-chave:
Filosofia, Povos originários, Interculturalidade, Filosofia Latino-AmericanaResumo
Este artigo procura problematizar o ensino da Filosofia com o objetivo de incluir nele os saberes ancestrais dos povos indígenas americanos, considerados “filosofias originárias”. Para isso, utilizaremos a perspectiva intercultural, a partir da qual se entende que todas as culturas produzem, com distintos estilos e desenvolvimentos, uma estrutura categorial conceitual que deve ser chamada de filosófica (Dussel et al., 2009). Desse modo, torna-se possível evitar a violência que implica perguntar pela Filosofia Latino-Americana a partir de uma concepção eurocêntrica e propor uma “inserção ecológica” que permita adentrar de forma compreensiva nas peculiaridades constitutivas de cada cultura desde seu próprio horizonte de vida e pensamento (Fornet-Betancourt, 1992). Com base nisso, as problematizações do docente sobre sua própria prática e sobre o sentido do ensino filosófico (Cerletti, 2008) constituem as condições de possibilidade para um filosofar intercultural crítico e libertador.
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