Autonomia no processo decisório e formas de controle: Um estudo baseado na Dialética Negativa de Adorno com profissionais de tecnologia
DOI:
https://doi.org/10.5902/1983465991128Palavras-chave:
Estrutura Organizacional, Descentralização do poder, Teoria Crítica, Mercado de tecnologiaResumo
Objetivo: Empresas de tecnologia de fato adotam modelos de gestão horizontal? Este estudo buscou analisar o nível de autonomia dos indivíduos no processo decisório em empresas de tecnologia, identificando formas de controle e contradições nos discursos dos entrevistados, sob a ótica da Dialética Negativa de Adorno.
Metodologia: Foi realizada uma pesquisa qualitativa por meio de entrevistas com 16 profissionais de empresas de tecnologia que ocupam diferentes posições organizacionais.
Resultados: Os resultados indicam, primeiramente que mesmo nas organizações caracterizadas por maiores níveis de gestão horizontal, onde se pressupõe maior autonomia dos indivíduos, observa-se que há alguma figura de “autoridade”. Os dados revelam ainda que a autonomia dos indivíduos nesses ambientes de tecnologia tem total relação com a competência técnica dos profissionais na área em que atuam. Verificou-se, por fim, que alguns gestores defendem a autonomia dos colaboradores, mas ainda buscam manter controle através de vários mecanismos, como centralização orçamentária; gestão por metas; criação de estruturas formais e padronizadas; a tentativa de copiar e replicar modelos de gestão americanos adotados por empresas inseridas no Vale do Silício.
Originalidade: Na literatura nacional não havia nenhum estudo nacional que buscou analisar gestão horizontal no contexto de empresas de tecnologia sob a ótica da Dialética Negativa de Adorno. Nesse sentido, este estudo pôde promover uma análise mais profunda e crítica da dinâmica de poder e autoridade dentro de organizações de tecnologia.
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