Capacidades humanas e inovação: fundamentos da autonomia tecnológica no Sul Global

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DOI :

https://doi.org/10.5902/2357797598704

Mots-clés :

Capacidades humanas, Capacidade de inovação, Autonomia tecnológica, Sul Global, Educação

Résumé

Este artigo analisa a relação entre formação de capacidades humanas, capacidade de inovação e autonomia tecnológica no Sul Global, considerando suas implicações para a defesa e a segurança. Parte-se do entendimento de que as assimetrias científicas e tecnológicas decorrem não apenas da disponibilidade de recursos ou de potencial humano, mas também das condições para desenvolver e incorporar capacidades aos sistemas científicos, institucionais e produtivos. Por meio de ensaio teórico apoiado em revisão narrativa da literatura, discutem-se capacidades cognitivas relacionadas à inovação e abordagens educacionais que podem favorecer seu desenvolvimento. Sustenta-se que a formação dessas capacidades é necessária, mas insuficiente para produzir inovação ou capacidade tecnológica. Como contribuição analítica, são propostas duas categorias. A conversão sistêmica descreve o processo pelo qual capacidades humanas e conhecimentos distribuídos entre indivíduos são incorporados, articulados e acumulados por instituições, redes e estruturas produtivas. A capacidade efetiva de escolha compreende a autonomia tecnológica como a existência de condições concretas para definir prioridades, avaliar dependências, absorver e adaptar conhecimentos externos, desenvolver alternativas e preservar capacidades próprias em áreas estratégicas. A autonomia depende da articulação entre esses processos: da conversão das capacidades humanas em capacidade científica e tecnológica acumulada e de sua expressão em alternativas estratégicas reais. Conclui-se que a formação humana integra uma infraestrutura de longo prazo cuja contribuição para a autonomia depende das condições que possibilitam sua conversão em capacidade coletiva de inovação e aprendizagem tecnológica.

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Erlei Melgarejo, Universidade Federal de Santa Maria

Graduação em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Alegrete; Graduação em Análise de Sistemas pela Sociedade de Ensino de Informática Campograndense; Pós-graduado em Criptografia e Segurança de Redes pela Universidade Federal Fluminense; Pós-graduado em Neurociência, em Inteligência Artificial, em Robótica Educacional, em UX e UI na Educação pela Faculdade do Vale do Aço; Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina; Foi coordenador e professor no Curso de Sistemas de Informação e professor no curso de Administração na Faculdade Antônio Meneghetti; Diretor de Tecnologia na Empresa Melgarejo Sistemas Digitais (Defii Atelie de Software) e Kreska Tecnologia Educacional; Doutorando em Educação em Ciência, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil.

Marcelo Viera Pustilnik, Universidade Federal de Santa Maria

Graduado em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas; Mestre em Ensino e História de Ciências da Terra pela Universidade Estadual de Campinas; Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas; Pós-Doutor em Inovação Pedagógica pela Universidade do Porto; Professor, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil.

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Publiée

2026-10-02