Romance de entretenimento no Prêmio Jabuti 2020: inclusão ou exclusão?

Autores

  • Tagiane Mai Universidade Nova de Lisboa, Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.5902/2763938X65010

Palavras-chave:

Literatura, Prêmio Jabuti, Romance literário, Romance de entretenimento

Resumo

Em março de 2020, uma polêmica se instaurou no meio editorial brasileiro, quando a Câmara Brasileira do Livro anunciou algumas mudanças nas categorias do Prêmio Jabuti, o mais tradicional e prestigiado prêmio literário do país. Dentre elas, destacou-se a divisão da categoria Romance em dois novos segmentos: Romance Literário e Romance de Entretenimento. De imediato, vieram à tona elogios e críticas à iniciativa por parte de editores, escritores, curadores, leitores e a grande mídia. Neste ensaio, objetivamos apresentar os desdobramentos dessa mudança, discutindo os seus aspectos mais significativos, a aferição das virtudes estéticas de ambas as categorias, os posicionamentos favoráveis e contrários à decisão e o estado atual da ficção brasileira e do seu mercado editorial.

Biografia do Autor

Tagiane Mai, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa

Bacharela em Letras - Português/Literaturas pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Especialista em Design Instrucional pelo Centro Universitário Senac/SP. É aluna do curso de Mestrado em Edição de Texto pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa (Portugal) e do curso de Especialização em Revisão de Textos pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Atualmente, é revisora de textos da UFSM, lotada na Editora UFSM, onde realiza a preparação de originais e a revisão textual dos livros publicados pela editora, bem como o acompanhamento das etapas de edição, a assessoria aos autores e/ou organizadores das obras e a orientação aos alunos bolsistas. Tem interesse na área de revisão de texto, edição, produção editorial e crítica textual.

Referências

ALMEIDA, Leandro Antonio de. Repercussão da expansão da ficção popular no brasil dos anos 1930. Revista de História (São Paulo), n. 173, p. 359-393, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-83092015000200359&script=sci_abstract

&tlng=pt. Acesso em: 19 dez. 2020.

BUENO, Romance de entretenimento? Nova categoria do Prêmio Jabuti reflete atual diversidade da ficção. GaúchaZH, 19 nov. 2020. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/livros/noticia/2020/11/romance-de-entretenimento-nova-categoria-do-premio-jabuti-reflete-atual-diversidade-da-ficcao-ckhowdwtt002h0137iiil9xtj.html. Acesso em: 19 dez. 2020.

CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira: Momentos decisivos. 6. ed. Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/

/mod_resource/content/1/AC%20-%20FLB%20Pref%C3%A1cios%20e%20

Introdu%C3%A7%C3%A3o.pdf. Acesso em: 19 dez. 2020.

CANDIDO, Antonio. Iniciação à Literatura Brasileira. 3. ed. São Paulo: Humanitas Publicações – FFLCH/USP, 1999.

CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: Leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. 2. ed. Tradução: Mary Del Priore. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1998.

ZILBERMAN, Regina. O romance brasileiro contemporâneo conforme os prêmios literários (2010-2014). Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, n. 50, p. 424-443, 2017. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/estudos/article/view. Acesso em: 19 dez. 2020.

Publicado

2021-07-23

Como Citar

Mai, T. (2021). Romance de entretenimento no Prêmio Jabuti 2020: inclusão ou exclusão?. Gutenberg - Revista De Produção Editorial, 1(1), 168–177. https://doi.org/10.5902/2763938X65010