A questão escalar no ensino de Geografia
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236499491742Palavras-chave:
Escala geográfica, Pensamento geográfico, Geografia escolar, Raciocínio escalarResumo
O artigo, de natureza teórico-conceitual, analisa como a escala geográfica pode ser compreendida e trabalhada no ensino de Geografia a partir de um diálogo entre os aportes científicos e as dificuldades enfrentadas no campo didático-pedagógico. Há uma defesa sobre como pensar geograficamente é pensar por meio das escalas e que isso não ocorre sem que haja um trabalho sistemático com esse conceito na escolarização formal. São analisados cinco desafios relacionados à escala no ensino de Geografia: a “prisão da representação” na abordagem das escalas geográficas; a necessidade de superação da concepção de escala como apenas um conteúdo do currículo escolar; a efetivação de uma análise multiescalar e a superação da ideia de círculos concêntricos; a complexidade da construção conceitual; e a mobilização da escala geográfica nas situações-problema. A partir desses desafios são feitas algumas indicações e reflexões para contribuir com a formação e atuação dos professores de Geografia.
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