HISTÓRIAS DAS IDEIAS LINGUÍSTICAS: POLÍTICAS LINGUÍSTICAS SOBRE LÍNGUAS DE SINAIS

Valeria Fernandes NUNES

Resumo


Objetivou-se analisar a visibilidade dada às línguas de sinais em políticas linguísticas a fim de conhecer o trajeto de gramatização e de valorização social. Por meio de uma pesquisa bibliográfica, desenvolvida por intermédio de levantamento de referências teóricas, visou-se à compreensão sobre como línguas de sinais de sete países (França, Brasil, Estados Unidos da América, Portugal, Suécia, Japão e China) têm sido descritas em marcos legais. A pesquisa foi fundamentada em reflexões teóricas da História das Ideias Linguísticas – HIL – à luz das obras de Auroux (1992), Guimarães e Orlandi (2001), Fávero e Molina (2004), Nunes (2010) e Oliveira (2014). Em relação aos Estudos Surdos, analisaram-se as obras de Strobel (2013) e Perlin (2015). Dessa forma, compreendeu-se que leis, decretos e acordos legais, que envolvam a língua de sinais, podem colaborar com o percurso histórico e linguístico dessas línguas.


Palavras-chave


Língua de Sinais; Políticas Linguísticas; História das Ideias Linguísticas.

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