TECNOLOGIAS DE LINGUAGEM E EXISTÊNCIA: A ESCRITA AFETADA PELA MATERIALIDADE DIGITAL

Renata Chrystina Bianchi de Barros

Resumo


Partindo do domínio das Ciências da Linguagem, neste artigo objetivo apresentar observações analíticas a respeito dos efeitos da materialidade digital sobre os processos de escrita e de existência do sujeito numa relação entre os espaços físico e digital. Para isso, volto-me para os modos como são produzidos textos em dispositivos eletrônicos enquanto os sujeitos percorrem trajetos no espaço urbano. Como efeito, venho considerando que esse processo se dá por sujeitos do conhecimento, e não por usuários de dados numéricos/eletrônicos, possibilitando a sua existência.

Palavras-chave


Escrita; Linguagem; Discurso; Tecnologia

Texto completo:

PDF

Referências


ACHARD, Pierre. Memória e produção discursiva do sentido. In: ACHARD, Pierre (et al). Papel da memória. Campinas: Pontes, 1999. pp.11-17.

BARROS, Renata C. Bianchi de. A singularidade da clínica fonoaudiológica. Campinas: RG, 2012.

CHIARETTI, Paula. A “depressão” como ruptura de sentido e resistência na contemporaneidade. In: BARROS, Renata C Bianchi de; MASINI, Lucia. Sociedade e Medicalização. Campinas: Pontes, 2015. pp.69-80.

DIAS, C. A materialidade digital da mobilidade urbana: espaço, tecnologia e discurso. Revista Línguas e Instrumentos Linguísticos, n.37, jan-jun, 2016. PRELO.

DIAS, C. Sujeito digital: sentidos de um novo paradigma. In: GUIMARÃES, Eduardo. Cidade, linguagem e tecnologia: 20 anos de história. Campinas: LABEURB, 2013. pp.51-64. Disponível em: http://www.labeurb.unicamp.br/labeurb20anos/labeurb20anosPDF.pdf Acessado em 02/06/2016.

DIAS, C. Sujeito e tecnologias: o tempo como espaço de significação. In: MALUF-SOUZA, O (et ali) (Orgs). Discurso, sujeito e memória. Col. ENALIHC. Campinas: Pontes Editores, 2012. pp.59-69.

DIAS, C. Espaço, tecnologia e informação: uma leitura da cidade. In: RODRIGUES, E.A.; SANTOS, G.L. dos; CASTELLO BRANCO, L.K.A. (Orgs.) Análise de Discurso no Brasil: pensando o impensado sempre. Uma homenagem a Eni Orlandi. Campinas: Editora RG, 2011.

HENRY, Paul. A história não existe? In: ORLANDI, Eni. (org.) Gestos de leitura. Campinas: Ed. da UNICAMP, 2010. pp.23-48.

ORLANDI, E. P. Formação ou Capacitação?: duas formas de ligar sociedade e conhecimento. In: FERREIRA, Eliana; ORLANDI, Eni Puccinelli. Discursos sobre a inclusão. Niterói: Intertexto, 2014. pp.141-189.

ORLANDI, E. P. Cidade dos sentidos. Campinas: Pontes, 2014.

ORLANDI, E. P. Linguística e conhecimento linguístico. Para uma história das ideias no Brasil. 2ed. São Paulo: Cortez, 2013.

ORLANDI, E. P. Por uma teoria discursiva da resistência do sujeito. In: Discurso em análise: sujeito, sentido e ideologia. Campinas: Pontes, 2012. p. 213-234.

ORLANDI, E. P. A contrapelo: incursão teórica na tecnologia: discurso eletrônico, escola, cidade. RUA [online]. 2010, no. 16. Volume 2 - Consultada no Portal Labeurb – Revista do Laboratório de Estudos Urbanos do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade. Disponível em: http://www.labeurb.unicamp.br/rua/pages/home/capaArtigo.rua?id=91. Acesso em

/06/2016.

ORLANDI, E. P. Discurso e texto: formulação e circulação dos sentidos. Campinas: Pontes, 2001.

ORLANDI, E. P. Interpretação: Autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. São Paulo: Vozes, 1996.

PÊCHEUX, M. Análise de Discurso e informática. In: ___. Análise de Discurso. Michel Pêcheux. Textos escolhidos por Eni Orlandi. Campinas: Pontes, 2011.

PÊCHEUX, M. Papel da memória. In: ACHARD, Pierre (et al). Papel da memória. Campinas: Pontes, 1999. pp.49-57.

PÊCHEUX, M. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio. 3. ed. Campinas: Ed. da Unicamp, 1997.

SARTI, Milena. O destino trágico do sujeito desejante face à medicalização e à capitalização de sua negatividade. In: BARROS, Renata C. Bianchi de; MASINI, Lucia. Sociedade e Medicalização. Campinas: Pontes, 2015. pp.53-68.




DOI: https://doi.org/10.5902/fragmentum.v0i48.23301



ISSN Versão Impressa: 1519-9894
ISSN Versão Digital: 2179-2194
DOI 10.5902/21792194
Endereço Eletrônico: www.ufsm.br/fragmentum

Fragmentum possui caráter público e gratuito, dessa forma, NÃO são cobrados custos ou taxas para submissão, processamento, publicação e leitura dos artigos.

Todo o conteúdo do periódico Fragmentum está licenciado com uma Licença Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

REDES SOCIAIS
Página da Revista no Facebook