Avaliação do estágio de recuperação de áreas degradadas em uma usina hidrelétrica no sul do Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5902/1980509893561Palavras-chave:
Mata Atlântica, Paisagem, Recuperação do solo, Restauração ecológica, Sucessão ecológicaResumo
Os Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRADs) desempenham um papel fundamental na gestão ambiental e na restauração de áreas impactadas por atividades antrópicas. Dentre os projetos que mais alteram a cobertura do solo e a dinâmica da paisagem, destacam-se as usinas hidrelétricas, gerando impactos significativos nos ecossistemas locais. O objetivo deste estudo foi avaliar o estágio de recuperação das áreas degradadas da Usina Hidrelétrica Machadinho, localizada na Bacia do Rio Uruguai. Entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, foi realizada uma avaliação de campo para estimar o grau de recuperação das áreas degradadas na UHE Machadinho. Foram avaliados os seguintes indicadores ecológicos: cobertura do solo com vegetação nativa; densidade de indivíduos nativos regenerantes; e número de espécies nativas regenerantes. Além disso, foi avaliado o estágio sucessional para vegetação secundária na Mata Atlântica. Um total de 55 espécies arbóreas e 72 espécies no estrato de regeneração foi registrado na área de estudo. A média de cobertura do solo por vegetação nativa foi de 80,1%. A densidade média de indivíduos nativos em regeneração foi de 3.788 indivíduos/ha. O número médio de espécies nativas em regeneração por parcela foi de 9,9. A maioria das parcelas encontrava-se em estágio sucessional avançado de regeneração (76,0%). Os resultados mostram que o processo de recuperação das áreas degradadas influenciadas pela UHE Machadinho progrediu de forma constante, apesar dos desafios relacionados ao baixo número de espécies nativas do estrato lenhoso e à presença de espécies exóticas. A combinação de sucessão natural e manejo ativo se mostrou uma alternativa viável na região do estudo. Nesse sentido, enfatizamos a importância de estabelecer parâmetros de avaliação adaptados ao estágio sucessional e ao tipo de floresta, que podem ser usados para monitorar o progresso da restauração ecológica.
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