Métodos para empregar na caracterização da distribuição diamétrica de Cerrado tocantinense
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179460X89144Palavras-chave:
Inventário florestal, Floresta inequiânea, ProbabilidadeResumo
A característica “J-invertido”, de tendência da distribuição diamétrica (d.d.) de matas nativas, é muito utilizada para balizar a condução da produção florestal. Por isso, o objetivo deste trabalho foi avaliar a d.d. gerada por meio de diferentes métodos empíricos e estatísticos em um fragmento de Cerrado stricto sensu com 30,0 ha. Para isso, foi realizado um inventário florestal com cinco parcelas retangulares de 1.000,0 m² cada representando, em média, 6,0 ha de floresta por parcela. Como critérios de avaliação, se adotou à análise gráfica quanto à tendência de um “J - invertido” e o resultado do ajuste de três modelos de regressão considerando-se: significância na estimativa de coeficientes, coeficiente de determinação, erro padrão residual (EPR) e gráficos de resíduos. O método que se destacou na elaboração de d.d., foi empregado no ajuste das distribuições de probabilidades Weibull e Sb-Johnson, as quais foram avaliadas pelo teste de Kolmogorov-Smirnov (K-S). Concluiu-se que usar classes diamétricas fixas em 5 cm, aliado ao ajuste na forma não linear, é mais adequado para caracterizar a curva exponencial negativa com EPR de 12,5 árvores/ha, melhor que o respectivo ajuste na forma linear com EPR de 24,1 árvores/ha. Quanto as distribuições de probabilidades, se obteve melhor aderência aos dados observados da d.d. de cerrado tocantinense pela aplicação da função Sb-Johnson com dn=0,0091ns, sendo 50,5% inferior ao valor obtido pela distribuição Weibull (dn=0,0137ns).
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