RETRATOS DA ESCRITA: ESPAÇOS DE ENUNCIAÇÃO, MEMÓRIA E LÍNGUA DE IMIGRAÇÃO.

Rejane Fiepke Carpenedo

Resumo


O presente artigo apresenta os primeiro movimentos teórico-metodológicos de nossa pesquisa de doutorado, ainda em fase inicial de desenvolvimento. Os estudos já existentes relacionados às línguas de imigração, em sua maioria são voltados ao período da interdição linguística durante o Estado Novo, estudos fonéticos e fonológicos ou na área da análise de discurso. Assim, propomo-nos a pensar a língua de imigração alemã na perspectiva da Semântica do Acontecimento (Guimarães, 2002), e a partir disso pesquisar em que espaços de enunciação, públicos e privados, circula a língua de imigração alemã escrita, e quais os sentidos políticos e memórias da língua que circunscrevem estes espaços. O estudo se dá no município de Novo Machado, na região noroeste do Rio Grande do Sul, colonizado predominantemente por imigrantes alemães e italianos. O processo metodológico adota fotografias como materialidade de registro do corpus, para investigar quais os espaços de enunciação em que a língua de imigração alemã se inscreve atualmente. Até este momento da pesquisa, observamos registros de língua escrita em lápides de cemitérios (espaço público), e por meio de um movimento analítico inicial observam-se os sentidos políticos que circunscrevem este espaço de enunciação.


Palavras-chave


Língua de Imigração Alemã. Espaço de Enunciação. Memória da Língua. Enunciação.

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DOI: https://doi.org/10.5902/1516849239085

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