Entre o nada e a revolução: convergências niilistas em Schopenhauer e Tolstói

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DOI :

https://doi.org/10.5902/2179378694141

Mots-clés :

Niilismo, Schopenhauer, Tolstói

Résumé

O presente artigo pretende levantar a hipótese de um diálogo entre a filosofia de Arthur Schopenhauer e a literatura tardia de Liev Tolstói a partir da noção de niilismo. Para tanto, identificam-se três movimentos de convergência em torno da relação com o nada. Num primeiro momento, o niilismo metafísico é entendido como expressão do caráter ateleológico do mundo, fundado na vontade cega em Schopenhauer e tematizado por Tolstói como matéria-prima do sofrimento. Em seguida, o niilismo ético se estabelece pela interlocução em torno da compaixão e da ascese, tendo em vista a forte presença do cristianismo. Por fim, o niilismo político é analisado a partir da possível influência de Tolstói no ambiente pré-revolucionário e da hipótese de uma leitura política em Schopenhauer, ancorada na ética da compaixão. O artigo, assim, considera a convergência entre filosofia e literatura em Schopenhauer e Tolstói, mediada pela concepção de niilismo, que transita entre os âmbitos metafísico e ético e culmina na ação política.

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Biographie de l'auteur

Alexandre Squara Neto, Universidade Federal de São Paulo

Master en philosophie de l'Université fédérale de São Paulo.

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Publiée

2026-09-29

Numéro

Rubrique

Schopenhauerian Studies (Continuous Flow)