A arquitetura e Schopenhauer. O problema da fruição e o lugar da arquitetura na teoria estética schopenhaueriana

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DOI :

https://doi.org/10.5902/2179378633793

Mots-clés :

Arquitetura, Artefato, Fruição estética, Neoclassicismo

Résumé

No presente artigo, esboço uma problematização acerca do pensamento estético de Schopenhauer, particularmente no que diz respeito à sua análise sobre a arquitetura e a fruição do objeto arquitetônico. Pretendo abrir duas vertentes de análise, relativas a duas inquietações minhas: primeiramente, a compreensão da arquitetura em termos da submissão a relações causais e fins utilitários, deixando entrever, com isso, certa filiação de Schopenhauer aos cânones da arquitetura neoclassicista. Depois, o modo mesmo de fruição do objeto arquitetônico, limitada à contemplação visual, tendo como corolário a distinção, a meu ver, precária, entre a arquitetura e o artefato. A guisa de conclusão, procuro amalgamar tais inquietações levantando a necessidade de uma distinção entre hierarquia e transversalidade no que tange a uma compreensão da leitura estética presente no Livro III de O mundo como vontade e como representação.

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Biographie de l'auteur

Gustavo Bezerra do Nascimento Costa, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE

Doutor em Filosofia pela UERJ. Professor colaborador da Universidade Estadual do Ceará (UECE) em estágio pós-doutoral (PNPD-UECE/CAPES).

Références

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Publiée

2015-12-01

Comment citer

Costa, G. B. do N. (2015). A arquitetura e Schopenhauer. O problema da fruição e o lugar da arquitetura na teoria estética schopenhaueriana. Voluntas: International Journal of Philosophy, 6(2), 80–96. https://doi.org/10.5902/2179378633793