Da Cartografia do Apagador à Desobediência Estatística: por uma política de Estado com justiça pedagógica nas Escolas do Campo, no Pampa Gaúcho

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2317175897928

Palavras-chave:

Educação do Campo, Justiça pedagógica, Políticas de Estado

Resumo

Este artigo problematiza o descompasso entre a rigidez das categorias estatísticas oficiais e a etnografia das Escolas do Campo no território do Pampa Gaúcho. A incompreensão governamental acerca da territorialidade camponesa gera distorções severas no Censo Escolar, cujos dados enviesados impactam diretamente o financiamento via FUNDEB e a formulação de diretrizes pedagógicas. Essa invisibilidade estatística reduz o estudante a um custo per capita, pautando o financiamento público por uma lógica de desenvolvimento econômico urbano que ignora a especificidade da vida camponesa. Metodologicamente, o estudo pauta-se na análise crítica de dados estatísticos oficiais aliada à revisão bibliográfica. À luz da categoria de território (espaço, pessoas e cultura) de Milton Santos e da “leitura de mundo” de Paulo Freire, propõe-se um amálgama conceitual entre o Território da Pedagogia e a Pedagogia do Território. O trabalho defende a urgência de transitar da gestão fragmentada para uma política de Estado que reconheça a Escola do Campo não como um dado demográfico, mas como uma conquista pedagógica e um direito inalienável, promotor da justiça pedagógica.

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Biografia do Autor

Crystina Di Santo D’Andrea, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorado em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria.

Anna Christine Ferreira Kist, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria.

Helenise Sangoi Antunes, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Referências

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Publicado

21-08-2026