Agroecologia e produção comunitária do cuidado: saberes territoriais e experiências de saúde popular
DOI:
https://doi.org/10.5902/2317175897372Palavras-chave:
Agroecologia, Saúde popular, Saberes territoriaisResumo
O artigo analisa como agroecologia, cuidado e território se relacionam nas experiências da Casa do Caminho e ABHP, nesse cenário, a agroecologia surge como tática de resistência e produção comunitária da saúde. A crise ecológica, a mercantilização da vida e os limites da medicalização ampliaram debates sobre agroecologia, saberes tradicionais e cuidado comunitário. Dialoga com ecologia política, saúde popular, ecologia de saberes e epistemologias decoloniais, tendo como base pesquisa-ação e cartografia social. Essas experiências em territórios comunitários articulam cultivo, saúde, espiritualidade e solidariedade intergeracional, desafiando visões fragmentadas. Boaventura de Sousa Santos defende a ecologia de saberes, reconhecendo a pluralidade epistemológica e a legitimidade de modos diversos de conhecer e viver. Malcom Ferdinand mostra que a crise ambiental é inseparável da colonialidade, racialização e mercantilização da natureza. Tais experiências rompem barreiras institucionais do SUS, atuando por educação popular, circulação de saberes e fortalecimento de vínculos territoriais e afetivos. Conclui-se que agroecologia e saúde popular são projetos éticos de reexistência, descolonizando práticas de saúde frente à mercantilização da vida.
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