Educação e neoliberalismo: a pedagogia da precarização e a formação da força de trabalho para a lógica do capital
DOI:
https://doi.org/10.5902/2317175895558Palavras-chave:
Reforma do ensino médio, Neoliberalismo, Precarização trabalhista, JuventudeResumo
O presente artigo tem como objetivo geral analisar como a reforma do Ensino Médio, guiada pela racionalidade neoliberal, opera como instrumento de precarização do trabalho da juventude trabalhadora brasileira. Para a elaboração do artigo, foi realizada revisão de literatura que versa sobre a temática Educação e Neoliberalismo, assim como pesquisa documental das legislações educacionais do ensino médio, principalmente a Lei n° 13.415/2017. As lentes teóricas que sustentam este artigo, amparam-se na teoria social crítica. A Educação para fins mercadológicos de atendimento aos interesses do capital, perde sua função como valor intrínseco de direito humano, caracterizando-a a uma lógica da pedagogia da precarização, sendo, portanto, mais uma evidente expressão da questão social. Frente aos desafios contemporâneos, o Serviço Social, como profissão interventiva e que tem como objeto de trabalho, a questão social, reforça seu posicionamento ético-político em contribuir para (re) pensar formas de resistências coletivas que valorizem o direito à educação plena, universal e crítica.
Downloads
Referências
ALVES, G. Financeirização, neoliberalismo e políticas sociais no Brasil. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2019.
ANTUNES, R. O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018.
BEHRING, E. Política social no Brasil: desafios e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2003.
BRASIL. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis nº 9.394/1996, 11.494/2007 e 11.507/2007, a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, e institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 17 fev. 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm. Acesso em: 15 ago. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Novo Ensino Médio: perguntas e respostas. Brasília, DF, 2018. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/acoes-e-programas/30000-uncategorised/40361-novo-ensino-medio-duvidas. Acesso em: 15 ago. 2025.
BROWN, W. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente. São Paulo: Editora Politécnica, 2019.
CAMARGO, A.; CORSINO, P. Reforma do Ensino Médio e juventude trabalhadora: uma análise crítica. Educação & Sociedade, Campinas, v. 41, e219597, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/QNRDQpRCqtMzN6fPqCZMTbb/?lang=pt. Acesso em: 24 jul. 2025.
CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO. Análise crítica da reforma do ensino médio. São Paulo, 2021. Disponível em: https://campanha.org.br. Acesso em: 24 jul. 2025.
DARDOT, P.; LAVAL, C. A nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.
FRIGOTTO, G. Educação e a crise do capital: o papel da escola no projeto neoliberal. São Paulo: Cortez, 1995.
FRIGOTTO, G. (org.). Nova reforma do ensino médio: aprofundamento do velho projeto excludente. São Paulo: Expressão Popular, 2017.
IAMAMOTO, M. V. Serviço social e políticas sociais: formação e prática profissional. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2012.
SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 6. ed. Campinas: Autores Associados, 2013.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Sociais e Humanas

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Os direitos autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais. A revista permitirá o uso dos trabalhos publicados para fins não-comerciais, incluindo direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. Os artigos publicados são de total e exclusiva responsabilidade dos autores.
