Modelo de insolvência aplicado a organizações cooperativas médicas: análise do mercado brasileiro

June Alisson Westarb Cruz, Alexandre Moreira Batista, Pedro Guilherme Ribeiro Piccoli

Resumo


As cooperativas médicas Operadoras de Planos de Saúde brasileiras, estão sujeitas, como toda e qualquer Operadora de Plano de Saúde, aos riscos inerentes ao mercado de Planos de Saúde Suplementar, além de uma rígida regulação deste segmento tão importante aos brasileiros. Nesse contexto, o presente artigo, tem como objetivo identificar dentre os modelos de insolvência comumente aplicados às empresas, qual teria o melhor desempenho em prever a Insolvência de Cooperativas Médicas Operadoras de Planos de Saúde. Como base de dados, foram utilizadas as demonstrações financeiras das Cooperativas Médicas Brasileiras que enviaram dados à Agência Nacional de Saúde (ANS) no período de 2010 a 2017, totalizando a média de 310 instituições por ano. Foram aplicados 6 modelos clássicos de previsão de Insolvência. Como resultado, os modelos com melhor desempenho, foram: O proposto por Matias, Altman, Baidya e Dias e em seguida Guimarães e Alves. Os modelos apresentaram forte equiparação de análises focados no trabalho com destaque para o modelo que tinha tecnicamente regressão logística direcionado a análise de Operadoras de Planos de Saúde (OPS). Porém apresentando baixa sensibilidade em classificação de insolventes, necessitando analisar este outro ponto com outro modelo mais aderente ao processo.


Palavras-chave


cooperativismo, insolvência, cooperativas médicas, operadoras de planos de saúde

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DOI: https://doi.org/10.5902/2359043240561

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