Fatores de risco que influenciam a intensidade da dor presente no pós-operatório imediato
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236583441564Palavras-chave:
Manejo da dor, Cuidado pós-operatório, Tratamento farmacológicoResumo
Objetivo: avaliar a influência de fatores de risco para a dor no pós-operatório imediato (POI). Métodos: estudo realizado com 336 pacientes atendidos em Unidade de Recuperação Pós-anestésica (URPA) de um hospital geral. Dados sócio-demográficos e clínicos foram obtidos com questionário e a dor foi avaliada por questionário McGill (forma reduzida), ambos avaliados na admissão e alta da URPA. Resultados: 64,1% dos pacientes maiores de 60 anos não relataram dor na alta da URPA; 59,5% e 56,9% daqueles submetidos a cirurgias fechadas relataram dor na admissão e alta, respectivamente; cirurgias mais longas causaram dor em 52,5% dos pacientes e 25% dos diabéticos relataram dor na admissão; menos pacientes que usaram 7 ou mais medicamentos relataram dor em ambos os momentos. Conclusão: Idade, tipo e tempo de cirurgia, número de medicamentos e comorbidades influenciam a dor do POI.
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