Associação do nível de atividade física, capacidade para o trabalho e sintomas osteomusculares em profissionais de enfermagem do âmbito hospitalar

Lara Andrade Souza, Érica Midori Ikegami, Isabel Aparecida Porcatti de Walsh, Dernival Bertoncello

Resumo


Objetivou-se verificar as associações entre o nível de atividade física, os sintomas osteomusculares e a capacidade para o trabalho em profissionais de enfermagem. Avaliaram-se 37 técnicos de enfermagem através do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares, Índice de Capacidade para o Trabalho e International Physical Activity Questionnaire. Os sintomas osteomusculares estiveram presentes em 97,3% (últimos 12 meses) e 67,5% (últimos sete dias). A capacidade para o trabalho demonstrou bons índices, 39±5,7 pontos. O nível de atividade física apresentou média de 21,6±1.6,4 horas. Encontraram-se correlações entre o nível de atividade física total e a intensidade dos sintomas osteomusculares na parte superior das costas (r=0,5 e p=0,001); o módulo de transporte e a intensidade dos sintomas osteomusculares na parte superior das costas (r=0,3 e p=0,02) e nos tornozelos/pés (r=0,3 e p=0,03) e, o módulo de lazer, com a intensidade dos sintomas nos joelhos (r=0,3 e p=0,05). Há alta prevalência de sintomas osteomusculares, boa capacidade para o trabalho e poucas correlações entre o nível de atividade física e essas variáveis em técnicos de enfermagem de um hospital.


Palavras-chave


Equipe de enfermagem; Saúde do trabalhador; Avaliação da capacidade de trabalho

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