Perfil do uso de medicamentos por idosos da Estratégia Saúde da Família de Porto Alegre

Camila Pereira de Andrade, Paula Engroff, Vanessa Sgnaolin, Irenio Gomes, Newton Luiz Terra

Resumo


Objetivo: Avaliar o perfil farmacológico dos idosos atendidos pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Métodos: Estudo transversal, coletado de forma prospectiva em uma amostra aleatória da população idosa cadastrada na ESF de Porto Alegre/RS. Os idosos foram entrevistados nas residências pelos agentes comunitários de saúde que aplicaram um questionário geral, contendo informações sobre medicamentos. Os dados farmacoterapêuticos foram utilizados para identificar os princípios ativos, classificados pela Anatomical Therapeutical Chemical Classification System. Resultados: Foram incluídos 761 participantes com idade média de 77,1±10,3 anos, representados na sua maioria por mulheres (63,9%), cor branca (64,7%) e primeiro grau incompleto (66,8%). A média de medicamentos utilizados foi de 4,1±3,1 e a prevalência 85,0%. Os grupos anatômicos mais utilizados foram: sistema cardiovascular (80,1%), sistema digestivo e metabolismo (56,9%) e sistema nervoso (46,8%). Em relação ao entendimento, 75,4% dos idosos reconheciam o medicamento pelas características da embalagem e 53,4% adquiriam na rede pública. Não aderiam ao tratamento farmacológico 66,8%. Conclusão: Como os idosos são os que mais utilizam medicamentos, estudos com essa abordagem podem contribuir para formulação de estratégias de atenção a essa população.


Palavras-chave


Idoso; Uso de medicamentos; Terapêutica

Texto completo:

PDF

Referências


Organização Mundial da Saúde. Relatório mundial de Envelhecimento e Saúde, 2015. [acessado 2019 mai. 21]. Disponível em: .

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estudos e Análises. Mudança demográfica no Brasil no início do século XXI. Subsídios para projeções da população. Rio de Janeiro 2015. [acesso 2019 mai. 19]. Disponível em: .

Scherer VC, Weber BR, Oliveira KR. Perfil dos medicamentos utilizados por idosos atendidos em uma farmácia comunitária do município de Ijuí/RS. Rev. Contexto & Saúde. 2011;10(20):375-84.

Hovstadius B, Petersson G. Factorsleanding to excessive polypharmacy. Clin Geriatr Med. 2012;28(2):159-72.

World Health Organization. The safety of medicines in public health programmes: pharmacovigilance an essential tool. Geneva2006. [acessado 2019 mai 20]. Disponível em: .

Schlenk EA, Dunbar JJ, Engberg S. Medication non-adhrence among older adults: a review of strategies and interventions for improvement. J Gerontol Nurs. 2004;30(7):33-43.

Rozenfeld S. Prevalência, fatores associados e mau uso de medicamentos entre os idosos: uma revisão. Rev Saude Publica. 2003;19(3):717-24.

Gomes I, Nogueira EL, Engroff P, Ely LS, Schwanke CHA, De Carli GA, et al. The multidimensional study of the elderly in the family health strategy in Porto Alegre, Brazil (EMI-SUS). PAJAR. 2013;1(1):20-4.

WHO. The Anatomical Therapeutic Chemical Classification System 2019. [acesso 2019 mai 10]. Disponível em: http://www.whocc.no/atc_ddd_index/.

Pimenta FB, Pinho L, Silveira MF, Botelho ACC. Fatores associados a doenças crônicas em idosos atendidos pela estratégia de saúde da família. Cien Saude Colet. 2015;20(8):2489-98.

Marin MJS, Cecílio LCO, Perez AEWUF, Santella F, Silva CBA, Filho JRG, et al. Caracterização do uso de medicamentos entre idosos de uma unidade do Programa Saúde da Família. Cad Saude Publica. 2008;24(7):1545-55.

Bezerra TA, Brito MAA, Costa KNFM. Caracterização do Uso de Medicamentos Entre Idosos Atendidos em Uma Unidade Básica de Saúde da Família. Cogitare Enferm. 2016;21(1):1-11.

Menezes TN, Oliveira ECT, Fischer MATS, Esteves GH. Prevalência e controle da hipertensão arterial em idosos: um estudo populacional. Rev Port Saúde Pública. 2016;34(2):117-24.

Mosegui GBG, Rozenfeld S, Veras RP, Vianna CMM. Avaliação da qualidade do uso de medicamentos em idosos. Rev Saude Publica. 1999;33:437-44.

Miranda RD, Perrotti TC, Bellinazzi VR, Nobrega TM, Cnederoglo MS, Toniolo Neto J. Hipertensão arterial no idoso: peculiaridades na fisiopatologia, no diagnóstico e no tratamento. Rev Bras Hipertens. 2002;9:293-300.

Morsch LM, Dressler CC, Schneider APH, Machado EO, Assis MP. Complexidade da farmacoterapia em idosos atendidos em uma farmácia básica no sul do Brasil. Infarma. 2015;27(4):239-47.

Vitoi NC, Foga AS, Nascimento CM, Franceschini SCC, Ribeiro AQ. Prevalência e fatores associados ao diabetes em idosos no município de Viçosa, Minas Gerais. Rev Bras Epidemiol. 2015;18(4):953-65.

Egger SS, Drewe J, Schlienger RG. Potential drug-drug interactions in the medication of medical patients at hospital discharge. Eur J Clin Pharmacol. 2003;58(11):773-8.

Santos TRA, Lima DM, Nakatani AYK, Pereira LV, Leal GS, Amaral RG. Consumo de medicamentos por idosos, Goiânia, Brasil. Rev Saude Publica. 2013;47(1):94-103.

Fonseca AL. Interações medicamentosas. 3. edição. Rio de Janeiro: EPUB; 2000.

Merck SD. Manual Merck de informação médica. São Paulo: Manole; 2002.

Hipólito P, Rocha BS, Oliveira FJAQ. Perfil de usuários com prescrição de omeprazol em uma Unidade Básica de Saúde do Sul do Brasil: considerações sobre seu uso racional. Rev Bras Med Fam Comunidade. 2016;11(38):1-10.

Jones MR, Ehrhardt KP, Ripoll JG, Sharma B, Padnos IW, Kaye RJ, et al. Pain in the Elderly. Curr Pain Headache Rep. 2016;20(4):23.

Oliveira MA, Francisco PMSB, Costa KS, Barros MBA. Automedicação em idosos residentes em Campinas, São Paulo, Brasil: prevalência e fatores associados. Cad Saude Publica. 2012;28(2):335-45.

Holt S, Schmiedl S, Thürmann PA. Potentially inappropriate medications in the elderly: the PRISCUS List. Dtsch Arztebl Int. 2010;107(31-32):543-51.

BRASIL. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 71, de 22 de dezembro de 2009. Estabelece regras para a rotulagem de medicamentos. [acesso 2019 mai 01]. Disponível em: .

Bertoldi AD, Barros AJD, Hallal PC, Lima RC. Utilização de medicamentos em adultos: prevalência e determinantes individuais. Rev Saude Publica. 2004;38(2):228-38.

Ramos JS, Carvalho Filha FSS, Silva RNA. Avaliaçãoda adesão ao tratamento por idosos cadastrados no programa do hiperdia. Rev Gestão Sistemas Saúde. 2015;4(1):29-39.

Rocha CH, Oliveira APS, Ferreira C, Faggiani FT, Schroeter G, Souza ACA, et al. Adesão à prescrição médica em idosos de Porto Alegre, RS. Cien Saude Colet. 2008;13(Sup):703-710.

Nogueira EL, Rubin LL, Giacobbo SS, Gomes I, Cataldo Neto A. Screening for depressive symptoms in older adults in the Family Health Strategy, Porto Alegre, Brazil. Rev Saude Publica. 2014;48(3):368-77.




DOI: https://doi.org/10.5902/2236583438238

Direitos autorais 2019 Saúde (Santa Maria)

______________________________________________________________

Peridiocidade: Fluxo Contínuo.


Qualis:


Interdisciplinar e Educação Física - B3

Ciências Ambientais, Enfermagem, Odontologia e Saúde Coletiva - B4

Medicina Veterinária - B5

Biotecnologia e Ciências Biológias II - C

  

 Licença Creative Commons 

Saúde (Santa Maria) ∴ revistasaude.ufsm@gmail.com

eISSN 2236-5834 ∴ DOI 10592/22365834

 

Acessos desde 08/08/2013.