Terra Pajé e a contribuição da Arte Indígena Contemporânea para refletir sobre Educação Estética
DOI:
https://doi.org/10.5902/1983734896517Palavras-chave:
Arte indígena contemporânea, Estética do invisível, Arte conhecimento, Mediação sígnica, Formação simbólicaResumo
O texto apresenta discussão acerca da criação de imagens em meio ao movimento da Arte Indígena Contemporânea (AIC), que propõe uma estética própria para sua fruição, distante da estesia de base cartesiana. Para tanto descreve os processos de criação da instalação "Terra Pajé", desenvolvida no âmbito das atividades do Curso de Artes Visuais, da Universidade Federal de Roraima, em diálogo com o conjunto da obra e ideias do artista indígena Jaider Esbell. A esta referência artística principal soma-se o diálogo com teóricos que tem foco de trabalho na relação arte conhecimento. Com método de escrita recursivo centrado no relato de experiência e revisão bibliográfica, baseia-se no perspectivismo indígena descrito por Viveiros de Castro e em investigadores da ação sígnica, como Vigotski, Benjamin e Vieira. Argumenta que a imagem na AIC não é somente representação, mas um pensamento visual autônomo, que integra existências de múltiplas naturezas coadunadas a uma mesma cultura. Este conjunto visual híbrido e multissensorial, resultante da habilidade de comunicação com seres de dimensões visíveis e invisíveis, desafia a racionalidade ocidental propondo uma estética de abertura à novidade, para incluir incertezas no lugar da verificação e fazer convite à elaboração criadora nutrindo o terreno fértil dos simbolismos e formação humana.
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