Cosmopolíticas Indígenas na Arte Contemporânea: Tensões Ontológicas, Regimes de Visibilidade e a Desestabilização do Campo Artístico
DOI :
https://doi.org/10.5902/1983734894802Mots-clés :
Arte indígena contemporânea, Cosmopolítica, Decolonialidade, Território, CuradoriaRésumé
Este artigo analisa a arte indígena contemporânea como força cosmopolítica que tensiona dispositivos curatoriais e regimes de visibilidade hegemônicos. A abordagem qualitativa, crítica e documental examina um corpus empírico com casos paradigmáticos, como a presença do coletivo MAHKU na Documenta Fifteen e obras de artistas como Denilson Baniwa e Daiara Tukano, articulando perspectivas teóricas decoloniais e indígenas. Os resultados demonstram que essas práticas artísticas operam uma ruptura ontológica, desestabilizando categorias modernas de obra, autoria e arquivo ao reinscreverem a arte como extensão da luta territorial e da memória viva. Conclui-se que a insurgência estética indígena confronta a colonialidade das instituições culturais e projeta futuridades que reconfiguram o próprio conceito de arte no presente.
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