Prevalência de sintomas depressivos em idosos atendidos em unidades de saúde da família e fatores associados

Kelly Thais Pestana Bespalhuk, Luana Ferreira Coelho Vieira, Priscila Aguiar Mendes, Annelita Almeida de Oliveira Reiners, Rosemeiry Capriata de Souza Azevedo, Ana Carolina Macri Gaspar Vendramini

Resumo


Objetivo: analisar a prevalência de sintomas depressivos em idosos atendidos nas Unidades de Saúde da Família e fatores associados. Método: estudo transversal, realizado como recorte de uma pesquisa executada em 2015 com amostra probabilística estratificada proporcional de 557 idosos, atendidos em Unidades de Saúde da Família em Tangará da Serra. As variáveis independentes são sociodemográficas e condições de saúde. A dependente é sintomas depressivos e foi avaliada por meio da escala de depressão. Para verificar os fatores associados foi realizado regressão de Poisson. Resultados: a prevalência de sintomas depressivos foi 22,8%. As variáveis associadas foram: percepção regular/ruim/péssima de saúde(RP=6,69; IC: 3,78-11,82); dependência funcional(RP=2,99; IC: 1,85-4,83) e não ter trabalho(RP = 3,96; IC: 1,02-15,38). Conclusão: a prevalência de sintomas depressivos foi maior que em outras pesquisas. Fatores sociais e relacionados às condições de saúde dos idosos associam-se com sintomas depressivos, sendo importante desenvolver ações para promover o envelhecimento ativo e saudável.


Palavras-chave


Idoso; Prevalência; Depressão; Saúde mental; Geriatria

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DOI: https://doi.org/10.5902/2179769248484

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