Henri Bergson e a educação filosófica: memória, duração e falsos problemas no ensino de filosofia e nos processos educativos
DOI:
https://doi.org/10.5902/2448065796885Palavras-chave:
Henri Bergson, memória, duração, falsos problemas, ensino de filosofia, educação filosóficaResumo
O artigo examina aproximações entre o pensamento filosófico de Henri Bergson e os processos educativos, com atenção especial às implicações de sua filosofia para o ensino de filosofia e para a educação filosófica, tendo como foco temático central os conceitos de memória, duração e falsos problemas. O objetivo é investigar de que maneira esses conceitos permitem repensar criticamente práticas pedagógicas marcadas pela lógica positivista e mecanicista. A metodologia é de natureza bibliográfica, ancorada nas obras do próprio Bergson e em comentadores que se dedicaram à interface entre sua filosofia e a educação. Os resultados indicam que a distinção bergsoniana entre memória-hábito e memória-recordação questiona modelos de ensino fundados na repetição e na reprodução; que a noção de duração desafia a organização uniforme e cronometrada do tempo escolar; e que a categoria de falsos problemas oferece uma ferramenta crítica para identificar pressupostos inadequados nos arranjos curriculares e avaliativos contemporâneos. Conclui-se que o pensamento bergsoniano, embora não constitua uma teoria pedagógica sistemática, oferece contribuições relevantes para formas de ensino mais abertas à singularidade e ao devir dos sujeitos, com implicações particularmente significativas para o ensino de filosofia e para a educação filosófica, campos nos quais a tensão entre duração vivida e cronometria institucional assume contornos especialmente agudos.
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Referências
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