O tabu do poder e da política nos estudos organizacionais
DOI:
https://doi.org/10.5902/198346591262Resumo
A ideia generalizada de que as organizações são espaços altamente permeáveis e atreitos ao exercício do poder e da movimentação política e de que muitas das decisões que aí ocorrem não reflectem, necessariamente, os interesses do pretenso bem comum, contrasta com um certo “acanhamento” da parte dos investigadores organizacionais em abordar e estudar o fenómeno. O presente artigo tem como objectivo discutir as principais razões que estão por detrás desta tímida e algo escassa produção teórica e empírica, salientado que ao ignorarmos a inevitabilidade do poder e da política estaremos a omitir uma das mais reveladoras e determinantes peças do puzzle organizacional.
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