A journey through “nothingness”: speculation as a mode of knowing

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5902/2357797594147

Keywords:

Anachronism, Fabulation, Memory, Montage, Racial relations

Abstract

“How does one write a story about an encounter with nothing?” (Hartman, 2021) is the question that inspires this article, in which I report my initial affects in the anthropological study of among memories of Black migrant families. It is a journey through the trajectory of my own family, especially regarding the forced displacement from the countryside to the city. I take as a starting point two scenes: the first, when, while delving into family memories, I had to face an aunt’s blockage in narrating past experiences; the second, when, in order to think about migration, my first impulse was, inevitably, to evoke slavery. A journey through “nothingness” means reflecting, in dialogue with debates in anthropology, art, and Black Studies, on speculation as a mode of knowing that operates through fabulation, anachronism, and montage.

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Author Biography

Tayná Almeida de Paula, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Master's degree in Social Anthropology from the Federal University of Alagoas; PhD candidate in Social Anthropology, State University of Campinas, Campinas, SP, Brazil.

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Published

2026-05-06

How to Cite

Almeida de Paula, T. (2026). A journey through “nothingness”: speculation as a mode of knowing. InterAção, 16(5), e94147. https://doi.org/10.5902/2357797594147