Dengue em Santa Catarina: perspectivas diante de um cenário complexo
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236499493828Palavras-chave:
Aedes aegypti, Arbovírus, Determinantes sociais de saúde, Vulnerabilidades em saúdeResumo
A dengue tem se apresentada como um dos principais desafios no contexto da saúde pública no Brasil e no mundo. A ocorrência da doença é determinada por múltiplos fatores e a sua incidência e mortalidade têm aumentado especialmente em regiões em que outrora não ocorria, a exemplo do estado de Santa Catarina. O objetivo deste estudo foi avaliar a distribuição espaço temporal e os determinantes sociais de saúde associados à ocorrência de dengue no estado de Santa Catarina no período de 2022 até maio 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo e de caráter exploratório baseado em dados secundários do IBGE e do Ministério da Saúde (DataSus). Apresenta uma análise da distribuição da dengue em Santa Catarina, a partir de indicadores dos 295 municípios do estado catarinense com enfoque na incidência, perfil clínico e diagnóstico da doença. A dengue está se tornando endêmica no estado, com aumento das taxas de incidência, internações médias e óbitos, afetando principalmente indivíduos na faixa etária de 20-59 anos, sorotipo prevalente DENV1, PIB e IDHM mostraram-se positivamente associados à incidência da dengue, enquanto o esgotamento sanitário e a área territorial apresentaram associação negativa. Verificou-se maior incidência da doença nos meses que compreendem o primeiro semestre, apresentando um padrão sazonal de ocorrência. Este trabalho é de particular interesse para gestores de saúde, profissionais da área e demais pesquisadores, contribuindo para o aprimoramento das práticas de manejo e controle da dengue.
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