Os biomas em suas mãos: terminologia biogeográfica no Dicionário da Língua de Sinais do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2236499492961

Palavras-chave:

Biogeografia, Língua Brasileira de Sinais, Biomas, Terminologia, Educação inclusiva

Resumo

Visando realizar uma contribuição para a educação de surdos, o objetivo desta pesquisa foi verificar a existência de sinais na Língua Brasileira de Sinais (Libras) registrados dos termos incontornáveis para a descrição dos biomas. Partimos da hipótese de que a Libras apresenta uma lacuna de sinais para termos específicos da Biogeografia, dado o histórico de exclusão de surdos, tanto no meio acadêmico quanto na sociedade como um todo (Guarinello, 2007). Selecionamos os termos através dos livros A Economia da Natureza (Ricklefs, 2010) e Geossistemas: Uma introdução à geografia física (Christopherson; Birkeland, 2017). O registro dos sinais dos termos foi verificado no Dicionário da Língua de Sinais do Brasil: A Libras em suas Mãos (Capovilla et al., 2017). Como resultado, apenas 21 termos de 57 possuem sinal catalogado. Com isso, a criação e catalogação de novos sinais-termo para compor a terminologia biogeográfica significaria um avanço no ensino dos biomas para surdos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Pedro Viana Imakuma, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo

Licenciado em Geografia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo.

Carlos Francisco Gerencsez Geraldino, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo

Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas.

Referências

ANDRADE, B. L. L. de. Estudo terminológico em língua de sinais: glossário multilíngue de sinais-termo na área de nutrição e alimentação. 2019. 373 p. Tese (Doutorado em Tradução) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2019.

ART, H. W. Dicionário de ecologia e ciências ambientais. 2. ed. São Paulo: Unesp; Melhoramentos, 2001.

BRASIL. Lei n. 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 25 abr. 2002. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10436.htm. Acesso em: 26 nov. 2025.

CAMARGO, E. P. de. Inclusão social, educação inclusiva e educação especial: enlaces e desenlaces. Ciência & Educação, Bauru, v. 23, n. 1, p. 1-6, 2017. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/39250c15-040b-4f38-87ef-8e15dd924841. Acesso em: 26 nov. 2025.

CAMPOS, M. de L. I. L. Educação inclusiva para surdos e as políticas vigentes. In: LACERDA, C. B. F. de.; SANTOS, L. F. dos. (Orgs.). Tenho um aluno surdo, e agora?: introdução à libras e educação de surdos. São Carlos: EdUFSCar, 2013. p. 37-62.

CAPOVILLA, F. C.; RAPHAEL, W. D.; TEMOTEO, J. G; MARTINS, A. C. Dicionário da Língua de Sinais do Brasil: A Libras em suas Mãos. São Paulo: Edusp, 2017. 3 v.

CASTRO JÚNIOR, G.; TUXI, P; FRANCISCO, G. da S. A. M.; PROMETI, D. Descrição de diferentes sinais-termo em diferentes propostas terminográficas em Libras. TradTerm, São Paulo, v. 45, p. 351-381, 2023. Disponível em: https://revistas.usp.br/tradterm/article/view/220906. Acesso em: 26 nov. 2025.

CHRISTOPHERSON, R. W.; BIRKELAND, G. H. Geossistemas: Uma introdução à geografia física. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2017.

D’AZEVEDO, R. P. Terminologia da matemática em língua de sinais brasileira: proposta de glossário bilíngue libras-português. 2019. 322 p. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Universidade de Brasília, Brasília, 2019.

EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. 5. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2018.

FARIAS, A. T. V. de; FARIAS, A. T. V. de. Novo DEIT - Libras, dicionário enciclopédico ilustrado trilíngue da língua brasileira de sinais como instrumento linguístico no processo de gramatização da Libras. Interfaces, Guarapuava, v. 10, n. 2, p. 97-106, 2019. Disponível em: https://revistas.unicentro.br/index.php/revista_interfaces/article/viewFile/6008/4129. Acesso em: 26 nov. 2025.

FRIEDRICH, M. A. Glossário em Libras: uma Proposta de Terminologia Pedagógica (Português-Libras) no Curso de Administração da UFPel. 2019. 263 p. Dissertação (Mestrado em Letras) - Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2019.

GAMA, F. J. da. Iconographia dos signaes dos surdos-mudos. Rio de Janeiro: Typographia Universal, 1875.

GESSER, A. Libras? que língua é essa?: crenças e preconceitos em torno da língua de sinais e da realidade surda. São Paulo: Parábola, 2009.

GUARINELLO, A. C. O papel do outro na escrita de sujeitos surdos. 2. ed. São Paulo: Plexus, 2007.

HARRISON, K. M. P. Libras: apresentando a língua e suas características. In: LACERDA, C. B. F. de; SANTOS, L. F. dos. (Orgs.). Tenho um aluno surdo, e agora?: Introdução à libras e educação de surdos. São Carlos: EdUFSCar, 2013. p. 27-36.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Vocabulário Básico de Recursos Naturais e Meio Ambiente. 2. ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2004.

LIMA, E. F.; FILHO, J. P. da S.; ARAÚJO, A. F. de S. Dicionário de termos usados em Ecologia. Parnaíba: [s.n.], 2016.

MARTINS, A. C. Lexicografia, Metalexicografia e Natureza da Iconicidade da Língua de Sinais Brasileira (Libras). 2017. 362 p. Tese (Doutorado em Psicologia Experimental) - Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.

MARTINS, F. C. Terminologia da Libras: coleta e registro de sinais-termo da área de Psicologia. 2018. 613 p. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.

MICHAELIS. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2024. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/. Acesso em: 26 nov. 2025.

MOREIRA, F. S. R. O uso de sinais-termo como ferramenta conceitual na descrição das estruturas sintáticas para o ensino de bilinguismo para surdos. The ESPecialist, São Paulo, v. 41, n. 1, p. 1-17, 2020. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/esp/article/view/42512. Acesso em: 26 nov. 2025.

NETO, A. de O. S.; ÁVILA, E. G.; SALES, T. R. R.; AMORIM, S. S.; NUNES, A. K. F; SANTOS, V. M. Educação inclusiva: uma escola para todos. Educação Especial, v. 31, n. 60, p. 81-92, jan./mar. 2018. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/24091. Acesso em: 26 nov. 2025.

PINHEIRO, L. M. Adaptações curriculares na ‘inclusão’ escolar de alunos surdos: intervenções colaborativas. 2018. Tese (Doutorado em Ciências) - Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2018.

RICKLEFS, R. E. A Economia da Natureza. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

SILVA, D. S. da; QUADROS, R. M. de. Línguas de sinais de comunidades isoladas encontradas no Brasil. Brazilian Journal of Development, São José dos Pinhais, v. 5, n. 10, p. 22111–22127, out./2019. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/4167. Acesso em: 26 nov. 2025.

TORRES, F. T. P.; MACHADO, P. J. de O. Introdução à Climatologia. São Paulo: Cengage, 2012.

TUXI, P.; FELTEN, E. Terminologia, terminografia e línguas de sinais: novos rumos linguísticos. Coralina, Goiás, v. 1, n. 1, p. 123-139, fev./2019. Disponível em: https://www.revista.ueg.br/index.php/coralina/article/view/8772. Acesso em: 26 nov. 2025.

USDA – United States Department of Agriculture. Soil taxonomy: a basic system of soil classification for making and interpreting soil surveys. 2 ed. Washington, DC (Estados Unidos): Natural Resources Conservation Service, 1999.

Downloads

Publicado

2026-08-26

Edição

Seção

Ensino e Geografia