O cinema de animação como dispositivo de imaginações espaciais: experimentações com estudantes do Ensino Médio
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236499495108Palavras-chave:
Cinema de animação, Dispositivo, Ensino de GeografiaResumo
Este artigo deriva de uma pesquisa que problematizou as formas de utilização do cinema no ensino de Geografia, frequentemente pautadas na ilustração de conteúdos e na representação da realidade. Fundamentado nas contribuições de Migliorin e Pipano (2019; 2023) quanto ao cinema como dispositivo criador de mundos e nas discussões de Oliveira Jr. (2005; 2011), Queiroz Filho (2011), Pimenta e Ferraz (2014) sobre as relações entre linguagem cinematográfica e ensino de Geografia, o estudo buscou explorar possibilidades de pensar com as imagens no contexto escolar. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e de atividades de experimentação com estudantes do Ensino Médio. Utilizou-se a animação O Menino e o Mundo como dispositivo para mobilizar a produção de imagens e imaginações espaciais dos estudantes, seguida da elaboração e discussão coletiva de desenhos produzidos pelos participantes. Os resultados indicam que a experimentação favoreceu a emergência de reflexões sobre o espaço, a diversidade, as desigualdades socioespaciais e as relações entre campo e cidade, além de contribuir para romper com a posição passiva frequentemente atribuída aos estudantes diante dos filmes. Conclui-se que o cinema de animação apresenta potencial para ampliar as possibilidades de criação, imaginação e produção de sentidos no ensino de Geografia, deslocando o foco da transmissão de conteúdos para a experimentação e a produção de olhares sobre o mundo.
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