Mundos inventados: transtorno do espectro autista e o processo criativo de habitats e criaturas imaginárias

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2595523389617

Palavras-chave:

Arte contemporânea, Processo criativo, Hiperfoco

Resumo

A arte tem o poder de nos transportar para mundos desconhecidos, desafiando as convenções da realidade e expandindo os limites da imaginação. Este artigo investiga o fazer poético de XXXXXXXXX, artista com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e destaca o papel do hiperfoco e do imaginário na criação de esculturas e instalações que exploram a ideia de mundos inventados. Neste contexto, propõe-se a pergunta: como o hiperfoco e o imaginário no TEA podem servir de ferramentas criativas para a produção de arte contemporânea? Utilizando conceitos de estética, poiética e mundos possíveis, como os de Luigi Pareyson, René Passeron, Cecilia Salles e Marina Bethonico, além de influências artísticas de Walmor Corrêa e Lygia Clark, são examinadas obras da série XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, seu processo criativo e como instigam o observador a participar de narrativas visuais subjetivas e interativas, destacando o potencial da arte de transformar o ordinário em extraordinário.

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Biografia do Autor

Frederick Antunes Rodrigues, Universidade Federal de Santa Maria

Mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria.

Karine Gomes Perez Vieira, Universidade Federal de Santa Maria

Doutorado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Referências

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Publicado

2026-05-05

Como Citar

Rodrigues, F. A., & Vieira, K. G. P. (2026). Mundos inventados: transtorno do espectro autista e o processo criativo de habitats e criaturas imaginárias. Contemporânea - Revista Do PPGART/UFSM, 5(8), e89617. https://doi.org/10.5902/2595523389617

Edição

Seção

Artigos