Detecção a longo prazo de incêndios ativos em uma Floresta Neotropical Nacional: implicações para o manejo
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179460X92860Palavras-chave:
Incêndios florestais, Fogo prescrito, Manejo de áreas naturaisResumo
Fogo, dependendo de sua intensidade, frequência e duração, pode ter efeitos indesejados e nocivos em áreas naturais protegidas (ANPs). No entanto, pouco se sabe sobre a dinâmica do fogo em ANPs localizadas em países em desenvolvimento. Neste artigo, abordamos a seguinte questão: com que frequência, em termos anuais, uma área natural protegida próxima a um centro urbano densamente povoado pode sofrer queimadas? Para responder a essa pergunta, mapeamos e classificamos focos ativos de incêndio na Floresta Nacional de Brasília (Distrito Federal, Brasil) ao longo de um período de vinte anos (2001–2020). Um total de 1.339 focos ativos foi detectado durante esse período, com ocorrências registradas todos os anos. A maioria dos focos ativos de incêndio se concentrou em áreas dominadas por plantações florestais, pastagens, savanas e florestas naturais. Um aumento significativo nas detecções de fogo foi observado após 2009. O fato de que os incêndios ocorreram anualmente destaca a necessidade de (i) um maior número de brigadistas e (ii) campanhas de educação ambiental mais intensas sobre o uso do fogo nas áreas do entorno da ANP.
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