Aplicações de redes neurais artificiais na captura de CO2: mitigação da mudança climática por processos de adsorção
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179460X91585Palavras-chave:
Atmosfera, Carvão ativado, Inteligência artificialResumo
Desde a Revolução Industrial, os níveis de CO2 atmosférico aumentaram de 280 ppm para 420 ppm em 2022, levantando preocupações na comunidade científica sobre as mudanças climáticas. A captura de carbono por meio da adsorção em superfícies sólidas emergiu como uma técnica viável para enfrentar esse problema. Este estudo utilizou redes neurais artificiais (RNA) para prever a adsorção de CO2 em carvão ativado sob diversas condições experimentais, utilizando dados como pressão, temperatura, área superficial do adsorvente e a adsorção de CO2 e CH4. A rede foi treinada, validada e testada usando o algoritmo Levenberg-Marquardt no Matlab©, explorando arquiteturas com 10, 15 e 20 neurônios. O melhor desempenho foi obtido com a arquitetura de 20 neurônios, apresentando um MSE de 3,80x10⁻³ e valores de R² de 0,98347, 0,98328, e 0,97365 para treinamento, validação e testes, respectivamente. Além disso, o método de Garson foi utilizado para avaliar a importância das variáveis de entrada, revelando que as variáveis mais influentes foram a área superficial com 50,06%, a fração molar de CO2 com 13,92% e a fração molar de metano com 13,89%. Esses resultados demonstram a eficácia do modelo de RNA na predição da adsorção de CO2, destacando o potencial da combinação de métodos experimentais com aprendizado de máquina para o estudo eficiente da captura de gases de efeito estufa enquanto reduz custos e tempo despendidos para estudos em laboratório.
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