Metamorfoses identitárias do soldado em meio à guerra: análise comparativa entre os romances A Oeste nada de novo e Mayombe
DOI:
https://doi.org/10.5902/1679849X92648Palavras-chave:
Guerra, Identidade do soldado, Narrativas de guerra, Literatura comparadaResumo
Este artigo realiza uma análise comparativa entre os romances A Oeste nada de novo (1928), de Erich Maria Remarque, e Mayombe (1980), de Pepetela, a partir do tema da fragmentação da identidade do soldado em contextos de guerra. A investigação considera os diferentes cenários históricos - a Primeira Guerra Mundial e a luta pela independência de Angola - para refletir sobre como o combate transforma profundamente os sujeitos envolvidos. São examinados aspectos como a desumanização, o medo da morte e a tensão entre o individual e o coletivo. A literatura, aqui, atua como instrumento de denúncia e de memória, revelando as metamorfoses identitárias causadas pela violência extrema. A partir das narrativas, considera-se que, embora a guerra provoque rupturas profundas, é também na solidariedade entre combatentes que se preservam vestígios de humanidade, possibilitando uma reflexão crítica sobre o sentido e as consequências dos conflitos armados.
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