O lugar e o não-lugar dos refugiados na narrativa “diário da queda”, de Michel Laub
DOI:
https://doi.org/10.5902/1679849X91311Palavras-chave:
Não-lugar, Memória, Refugiados, Diário da queda, Michel LaubResumo
O presente trabalho tem como objetivo geral analisar como os refugiados são retratados no romance Diário da queda, de Michel Laub, bem como refletir sobre o lugar e o não-lugar deles no espaço da narrativa. A análise leva em consideração os relatos escritos pelo narrador, neto de sobreviventes do campo de Auschwitz, o qual descreve-os como pessoas sujeitas a adaptar-se num lugar diferente do de origem. Na narrativa fragmentada o narrador encontra vazão para seus pensamentos que ora falam do lugar no qual se vive, ora remetem a uma lembrança do lugar onde vivenciou experiências traumáticas. Para isso, vale-se da contribuição teórica de Marc Augé (2003) que formula a ideia de lugar e não-lugar. Outro teórico importante para este trabalho a fim de compreender a condição de refugiado em outros espaços foi Edward Said (2003), que investiga a posição deste na situação recorrente de exílio. Para esta análise serviu-se também das contribuições de Benjamin (1994) acerca do narrador e seu papel na narrativa, uma vez que a obra aqui analisada apresenta em sua composição o relato de uma voz silenciada e Spivak (1999), cuja contribuição teórica aborda a possibilidade de discurso e voz do subalterno. Assim, o referido trabalho considera os espaços constituídos e ocupados pelos refugiados como recurso também da linguagem e produção de memória, visto que o lugar e o não-lugar contribuem para a relevante questão da memória.
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Referências
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