Uma nova ordem e a ascensão de uma agenda política com aspectos do autoritarismo, do neofascismo e do estado de exceção: entre o velho e o novo
DOI:
https://doi.org/10.5902/1679849X89402Palavras-chave:
Literatura, Autoritarismo, Populismo, Democracia, DistopiaResumo
Os jogos de poder, a instabilidade política e econômica, as relações humanas que advêm desses espaços e disputas sempre foram referenciais à produção literária. Este artigo se vale então do romance A nova ordem (2019), de B. Kucinski, para discutir a atual conjuntura sociopolítica brasileira. No romance e na atualidade, as forças políticas, econômicas e religiosas reacionárias têm se levantando contra os fundamentos e princípios do Estado democrático de direito. Esses grupos reacionários buscam reestruturar o Estado por meio de sistemáticas violações aos princípios fundamentais do paradigma do Estado democrático contemporâneo: liberdade, igualdade e dignidade humana. Diante desse cenário, o romance de Kucinski pode contribuir na compreensão das transformações dos movimentos autoritários e populistas face às novas agendas sociais, políticas e culturais. Meu objetivo é, portanto, avaliar de que maneira os velhos instrumentos do autoritarismo têm se reapropriado dos novos paradigmas institucionais e explorar algumas possibilidades de apreensão pela literatura.
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