Schopenhauer, Nietzsche e o Pessimismo do século XIX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2179378696520

Palavras-chave:

Nietzsche, Schopenhauer, Pessimismo

Resumo

Analiso neste artigo as diferenças básicas e os pontos que marcaram a aproximação de Nietzsche ao pessimismo de Schopenhauer. Desde a sua juventude, Nietzsche se esforçou por pensar o pessimismo do século XIX, sendo influenciado profundamente pelo “mestre Schopenhauer”. Nos anos 1880, sobretudo, Nietzsche buscou superar o pessimismo schopenhaueriano, devido às consequências negativas da moral da compaixão e da metafísica de negação da vontade. Questiono se há rupturas decisivas entre a sua juventude ‘pessimista’, quando ele já se considerava “o mais sério continuador do pessimismo schopenhaueriano” e a obra intermediária e tardia, nas quais há a radicalização do pessimismo no niilismo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Clademir Luís Araldi, Universidade Federal de Pelotas

Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.

Referências

Beiser, F. Weltschmerz: Pessimism in German Philosophy, 1860-1900. Oxford: Oxford University Press, 2016.

Beiser, F. Depois de Hegel. A filosofia alemã de 1840 a 1900. Trad. de Gabriel Ferreira. São Leopoldo/RS: Ed. UNISINOS, 2017.

Bourget, P. Essais de psychologie contemporaine. Paris: Gallimard, 1993.

Debona, V. Usos e abusos do termo “Pessimismo” em Filosofia: Considerações preliminares para uma proposta de distinção. Dossiê Nietzsche e Schopenhauer. Sobre o sofrimento e a arte. Dissertatio. Revista de Filosofia. Volume Suplementar 17, UFPel, 2025, p. 74-95.

Deussen, P. Erinnerungen an Friedrich Nietzsche. Leipzig: F. A. Brockhaus, 1901.

Fischer, K. Geschichte der neuern Philosophie. Zehnter Band: Arthur Schopenhauer. Heidelberg: Carl Winter's Universitätsbuchhandlung, 1893.

Gerhardt, V. „Pessimismus“. In: Historisches Wörterbuch der Philosophie. Vol. 7. Org. por J. Ritter, K. Gründer e G. Gabriel. Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1989.

Goedert, G. Nietzsche und Schopenhauer. In: Nietzsche-Studien 7 (1978). Berlim: de Gruyter, p. 1-15.

Löwith, K. De Hegel a Nietzsche. A ruptura revolucionária no pensamento do século XIX. Trad. de F. C. Ramos e L. F. B. Martin. São Paulo: Ed. UNESP, 2014.

Nietzsche, F. A gaia ciência. Trad. Paulo. C. de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

Nietzsche, F. Além do Bem e do Mal. Prelúdio a uma Filosofia do Futuro. Trad. Paulo C. de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Nietzsche, F. Aurora. Trad. Paulo. C. de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

Nietzsche, F. Crepúsculo dos Ídolos. Ou como se filosofa com o martelo. Trad. Paulo. C. de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Nietzsche, F. Humano demasiado humano I. Trad. Paulo. C. de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

Nietzsche, F. Humano demasiado humano II. Trad. Paulo. C. de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Nietzsche, F. O caso Wagner; Nietzsche contra Wagner. Trad. Paulo. C. de Souza. São Paulo, Companhia das Letras, 1999.

Nietzsche, F. O nascimento da tragédia. Ou Helenismo e pessimismo. Trad. J. Guinsburg. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Nietzsche, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe (KSA). Vol. 7. Organizada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari. Berlim: de Gruyter, 1988.

Nietzsche, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe (KSA). Vol. 9. Organizada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari. Berlim: de Gruyter, 1988.

Nietzsche, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe (KSA). Vol. 10. Organizada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari. Berlim: de Gruyter, 1988.

Nietzsche, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe (KSA). Vol. 11. Organizada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari. Berlim: de Gruyter, 1988.

Nietzsche, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe (KSA). Vol. 12. Organizada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari. Berlim: de Gruyter, 1988.

Nietzsche, F. Sämtliche Werke. Kritische Studienausgabe (KSA). Vol. 13. Organizada por Giorgio Colli e Mazzino Montinari. Berlim: de Gruyter, 1988.

Nietzsche, F. Schopenhauer como educador. Considerações Extemporâneas III. Trad. Clademir Araldi. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2020.

Schopenhauer, A. Werke in fünf Bänden. Ed. por Ludger Lütkehaus. Zurique: Haffmans Verlag, 1999.

Schopenhauer, A. O mundo como vontade e como representação. Tomo I. Tradução, apresentação, notas e índices de Jair Barboza. São Paulo: Editora UNESP, 2005 (W I).

Schopenhauer, A. O mundo como vontade e como representação. Tomo II. Suplementos aos quatro livros do primeiro tomo. Tradução, apresentação, notas e índices de Jair Barboza. São Paulo: Editora UNESP, 2015 (W II).

Simmel, G. Schopenhauer und Nietzsche. Frankfurt am Main: Suhrkamp, 1995.

Downloads

Publicado

2026-10-02

Edição

Seção

XI Colóquio Internacional Schopenhauer

Artigos Semelhantes

1 2 3 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.