Trabajo Social, familismo y género: una reflexión sobre el papel de las mujeres en las políticas del cuidado
DOI:
https://doi.org/10.5902/2317175895649Palabras clave:
Género, Familismo, Trabajo SocialResumen
Este artículo analiza el papel del cuidado en las políticas orientadas a la familia en el contexto social actual. Analiza la división sexual del trabajo, destacando el papel central que recae en las mujeres, quienes con frecuencia son las principales cuidadoras del hogar, los hijos y las personas mayores. Además, busca reconocer las desigualdades de género arraigadas en la sociedad patriarcal, que generan profundas desigualdades en los roles sociales de hombres y mujeres. A través de la perspectiva de la política nacional de asistencia social, se pretende delinear el fenómeno del familismo, como lo denominó Esping-Andersen (1999), en el que las políticas públicas se centran en la familia, abdicando simultáneamente de la responsabilidad estatal y sobrecargando a las mujeres en la sociedad capitalista. El objetivo de este estudio es demostrar cómo el auge del conservadurismo y la extrema derecha busca construir una imagen de la familia basada en la ideología burguesa, desvinculada de la realidad derivada de las contradicciones de las relaciones entre el capital y el trabajo, que determinan en gran medida las relaciones sociales y la reproducción en el capitalismo. La investigación es cualitativa y se basa en una revisión exploratoria de la literatura, basada en el método dialéctico crítico, proveniente de la teoría social crítica. Además, busca comprender críticamente la labor del trabajador social frente a las exigencias que enfrentan las familias en el contexto de la explotación y la desigualdad capitalistas, profundizando en los estudios sobre los principales autores del trabajo social crítico.
Descargas
Citas
ALENCAR, M. M. T. de. O trabalho do assistente social nas organizações privadas não lucrativas. In: CFESS; ABEPSS. Serviço social: direitos sociais e competências profissionais. Brasília, DF: CFESS/ABEPSS, 2009.
BIROLI, F. Divisão sexual do trabalho e democracia. Dados – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 59, n. 3, p. 719-681, 2016.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 29 jul. 2025.
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004 e Norma Operacional Básica da Assistência Social – NOB/SUAS. Brasília, DF: MDS, 2005.
ESPING-ANDERSEN, G. As três economias políticas do Welfare State. Lua Nova, São Paulo, n. 24, p. 85-116, set. 1999.
FEDERICI, Silvia. Além da pele: repensar, refazer e reivindicar o corpo no capitalismo contemporâneo. São Paulo: Elefante, 2023.
HEDLER, H. C.; FALEIROS, V. de P.; ALMEIDA, M. A. de A.; SANTOS, M. de J. S. Representação social do cuidado e do cuidador familiar do idoso. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 19, n. 1, p. 143-154, 2016.
HIRATA, H.; KERGOAT, D. Novas configurações da divisão sexual do trabalho. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 132, p. 595-609, 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S010015742007000300005.
HORST, C. H. M.; MIOTO, R. C. T. Crise, neoconservadorismo e ideologia da família. In: PAIVA, Beatriz Augusto de; SAMPAIO, Simone Sobral (org.). Serviço social, questão social e direitos humanos. Florianópolis: Editora UFSC, 2021.
HORST, C. O trabalho de assistentes sociais com famílias mediado pelo projeto ético-político. Serviço Social & Sociedade, n. 146, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sssoc/a/5FrV7zK3LVLZqrPQztp8nFM/. Acesso em: 15 jul. 2025.
IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO, R. de. Relações sociais e serviço social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. São Paulo: Cortez, 1982.
IAMAMOTO, M. V. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. São Paulo: Cortez, 1998.
IAMAMOTO, M. V. Renovação e conservadorismo no serviço social: ensaios críticos. 12. ed. São Paulo: Cortez, 2013.
MIOTO, R. C. T. A produção acadêmica sobre trabalho social com famílias. Florianópolis, 2015. Mimeo.
MIOTO, R. C. T. Família, trabalho com famílias e serviço social. Serviço Social em Revista, Londrina, v. 12, n. 2, p. 163-176, jan./jun. 2010. Disponível em: https://www.scielo.br. Acesso em: 3 maio 2024.
MIOTO, R. C. T.; CAMPOS, M. S.; CARLOTO, C. M. (org.). Familismo, direitos e cidadania: contradições da política social. São Paulo: Cortez, 2015.
MIOTO, R. C. T. Política social e trabalho familiar: questões emergentes no debate contemporâneo. Serviço Social & Sociedade, São Paulo, n. 124, p. 699-720, out./dez. 2015.
NEDER, G. Ajustando o foco das lentes: um novo olhar sobre a organização das famílias no Brasil. In: KALOUSTIAN, Sílvio Manoug (org.). Família brasileira: a base de tudo. São Paulo: Cortez, 1994. p. 26-46.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paris, 1948.
PEREIRA, P. A. P. A metamorfose da questão social e reestruturação das políticas sociais. Brasília, DF: CEAD, 1999.
PEREIRA, P. A. P. Discussões conceituais sobre política social como política pública e direito de cidadania. In: BOSCHETTI, Ivanete et al. (org.). Política social no capitalismo: tendências contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2008.
PINHEIRO, L., et al. Gênero é o que importa: determinantes do trabalho doméstico não remunerado no Brasil. Brasília, DF: IPEA, 2023. (Texto para Discussão, n. 2920).
SAFFIOTI, H. I. B. Gênero, patriarcado, violência. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular, 2015.
SALES, M. A.; MATOS, M. C. de; LEAL, M. C. (org.). Política social, família e juventude: uma questão de direitos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
TEIXEIRA, S. M. Trabalho social com famílias na política de assistência social: elementos para sua reconstrução em bases críticas. Serviço Social em Revista, Londrina, v. 13, n. 1, p. 4-23, jul./dez. 2010.
TEIXEIRA, S. M. A família na trajetória do sistema de proteção social brasileiro: do enfoque difuso à centralidade na política de assistência social. Emancipação, Ponta Grossa, v. 10, n. 2, p. 535-549, 2010. Disponível em: http://www.revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao. Acesso em: 24 maio 2024.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Revista Sociais e Humanas

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Os direitos autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais. A revista permitirá o uso dos trabalhos publicados para fins não-comerciais, incluindo direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. Os artigos publicados são de total e exclusiva responsabilidade dos autores.

