Esferas públicas na era digital: reflexões a partir do movimento organizado de trabalhadoras sexuais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2317175887745

Palavras-chave:

Esferas públicas, Internet, Contrapúblicos, Trabalhadoras sexuais

Resumo

O advento da internet como uma rede global de comunicação e conexão gerou expectativas de um espaço de interação mais participativo, livre e universal. Idealizava-se uma nova arena pública onde informações fluiriam rapidamente e existiriam barreiras mínimas à participação. Contudo, os desafios surgidos ao longo dos anos vêm levantando dúvidas acerca da efetividade democrática da rede e instigando pesquisadores das mais diversas áreas a observarem as conexões entre o fenômeno da internet e a participação política. De que forma a internet contribui para o desenvolvimento do potencial emancipatório e democrático de contrapúblicos subalternos? O espaço criado por esses grupos na internet configura-se como esferas públicas? A fim de responder aos questionamentos formulados, este artigo propõe-se a analisar o papel da internet no fortalecimento de contrapúblicos subalternos, como o movimento de trabalhadoras sexuais, utilizando como base o conceito de esferas públicas desenvolvido por Nancy Fraser. A observação do ativismo digital do movimento organizado de trabalhadoras sexuais corrobora o potencial da internet e das redes sociais como esferas públicas, contudo, também aponta para certos limites dessa rede, que se encontra inserida em um contexto neoliberal marcado por exclusões e desigualdades sociais persistentes.

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Biografia do Autor

Mariana Farias Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Graduação e Mestrado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Richardson Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Graduação em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Mestrado em Educação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Publicado

23-10-2026

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Artigos Livres