A INCOERÊNCIA METODOLÓGICA DO BANCO MUNDIAL (BM) NA DETERMINAÇÃO DAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS PARA OS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

Sueli Menezes Pereira, Mara Cristina Schneider

Resumo


Este trabalho tem o objetivo de analisar a incoerência metodológica do Banco Mundial (BM) no processo de determinação das políticas educacionais para os países em desenvolvimento. A metodologia utilizada para tal fim caracteriza-se como teórico-bibliográfica. Diante disso, são destacados os princípios defendidos pelo BM, bem como o vínculo existente entre as suas ações e os interesses do sistema capitalista. Além disso, são analisados os condicionantes da Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada em Jomtien (Tailândia), em 1990, cujas conclusões mostram que o BM não pratica o discurso que determina aos sistemas educacionais, tais como a descentralização administrativa. Esse fato evidencia uma metodologia de ação aos moldes da divisão social do trabalho, pois os organismos internacionais pensam as políticas educacionais para serem executadas nas escolas dos países em desenvolvimento. Como alternativa possível, no sentido de reverter essa posição subordinada das instituições educacionais, sugere-se a formação da consciência política dos profissionais da educação, enquanto gestores conscientes da importância da participação da comunidade na gestão da escola, o que implica um trabalho coletivo e orgânico nos cursos de formação de professores e de formação continuada.


Palavras-chave


Descentralização; Banco Mundial; Educação para Todos.

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