A VIOLÊNCIA DE GÊNERO NA PERCEPÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE

Ludmila de Moura, Carlos Roberto Castro-Silva

Resumo


A violência é um fenômeno que atinge a ambos os sexos, porém têm incidência especial sobre mulheres, negras e pobres. O Brasil encontra-se no 5º lugar em relação a 83 países. Entre 2003 e 2013 houve um aumento de 21% no número de mulheres assassinadas, representando 13 feminicídios por dia. Esta pesquisa teve por objetivo compreender as percepções e os sentidos atribuídos ao fenômeno da violência de gênero no âmbito doméstico, contra a mulher, a partir das práticas dos/as agentes comunitários de saúde (ACS) em ações em território de alta vulnerabilidade social. Os achados foram analisados baseados nos pressupostos da psicologia sócio histórica e da epistemologia qualitativa de González Rey. Através da observação participante, a pesquisadora acompanhou os/as em visitas domiciliares, que resultou na elaboração de 20 diários de campo, além de entrevistas abertas com duas ACS. Os resultados obtidos foram analisados pela categoria empírica “Violência de Gênero”, segundo duas óticas: “ser mulher” e “a violência por parceiro íntimo”. A “naturalização” da violência na comunidade também foi problematizada, juntamente com o patriarcado enquanto discurso normativo articulado com o capitalismo, na busca de explicação da opressão das mulheres pelos homens.  

Palavras-chave: Agente comunitário de saúde; Gênero; Violência de gênero; Trabalho em saúde; Vulnerabilidade social.


Palavras-chave


Agente comunitário de saúde; Gênero; Violência de gênero; Trabalho em saúde; Vulnerabilidade social.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2317175827606



 

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