A Década da Arte Indígena Contemporânea: sistema, deslocamento e autoria Tupinambá

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5902/1983734896505

Palabras clave:

Arte Indígena Contemporânea, Reinvindicação, Tupinambá, Colonialidade, Museu

Resumen

O artigo analisa a Arte Indígena Contemporânea (AIC) como processo de reivindicação simbólica, estética e epistemológica, tomando como eixo a experiência situada de uma artista Tupinambá no campo da arte. Parte do problema da colonialidade como regime persistente de nomeação, classificação e silenciamento dos povos indígenas, examinando como práticas artísticas contemporâneas tensionam essas estruturas. O objetivo é compreender de que modo o Museu da Silva, o Manto Tupinambá de Maery e a reinscrição nominal operam como dispositivos de produção de arquivo próprio, memória e reorganização narrativa. O texto dialoga com os estudos e com perspectivas indígenas contemporâneas, especialmente no que se refere à crítica aos regimes coloniais de representação e à produção de memória. Metodologicamente, articula análise crítica de obras, leitura historiográfica e reflexão situada sobre práticas artísticas, curatoriais e autobiográficas. Argumenta-se que a AIC não se limita à busca por reconhecimento institucional, mas atua como sistema vivo de elaboração estética, política e territorial, produzindo arquivos, reinscrevendo nomes e afirmando territórios simbólicos. Conclui-se que a denominada Década da Arte Indígena Contemporânea não constitui um período fechado, mas um processo contínuo de deslocamento das estruturas coloniais no sistema da arte.

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Biografía del autor/a

Moara Tupinambá, Grupo de estudos Maenry Tupinambá

Possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal do Pará (2009). É técnica em Vestuário pelo SENAI/SP (2011) e ilustradora formada pelo curso Sala Ilustrada (2016). É indígena Tupinambá. Nasceu em Belém do Pará e é membra da Aldeia Tucumã Tupinambá do Tapajós. Atua como artista visual, ilustradora e curadora ativista, com produção que envolve desenho, pintura, colagem, instalação, escrita, fotografia, vídeo e literatura. Sua poética investiga cartografias da memória, identidade, ancestralidade e processos de reafirmação Tupinambá na Amazônia, articulando arte, política e educação. É organizadora do GEMTUPY Grupo de Estudos Maenry Tupinambá. Desde 2024, desenvolve atividades de arte e educação na Aldeia Tucumã Tupinambá. Fez a direção criativa da Ocupação do Ailton Krenak de 2025, pelo Itaú Cultural. Realizou a exposição Mirasawá no Museu Nacional da República, Brasília (2025), e a exposição individual Maenry, Tupinambá: eu existo!, em Campinas (2025). Participou da Bienal de Montevidéu (2025) com a obra Manto Tupinambá de Maery. Integrou o Museu de Arte de Rua (MAR) em São Paulo (2024), com o mural A vovó Samaúma, no bairro de Perus. Participou da exposição Fruturos, do Museu do Amanhã, com a mostra Maenry, Tupinambá: eu existo!, em Belém do Pará (2024). Participou da Bienal das Amazônias (2023) com a obra Manto Tupinambá de Maery, sob curadoria de Keina Eleison, Sandra Benites e Vânia Leal.É autora do livro O sonho da Buya-wasú, publicado pela Editora Miolo Mole. Recebeu o 8 Prêmio de Artes do Instituto Tomie Ohtake (2022), o Prêmio do 67 Salão Paranaense MAC Paraná, e o Prêmio de Melhor Animação na Mostra Audiovisual Vidas Indígenas, do Museu da Pessoa (2025).

Citas

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Publicado

2026-07-28

Cómo citar

Tupinambá, M. (2026). A Década da Arte Indígena Contemporânea: sistema, deslocamento e autoria Tupinambá. Revista Digital Do LAV, 19(1), e19/01–20. https://doi.org/10.5902/1983734896505

Número

Sección

Dossiê – Artes Indígenas Contemporâneas: acontecimentos de uma década anunciada