Realismo e estudos estratégicos: articulações de poder no sistema internacional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2357797597569

Palavras-chave:

Relações Internacionais, Sistema internacional, Teoria realista, Estudos Estratégicos

Resumo

Este artigo propõe uma rearticulação teórica entre o Realismo nas Relações Internacionais e os Estudos Estratégicos, visando superar a clivagem epistemológica que isolou historicamente ambos os campos. Mediante revisão sistemática da literatura, o estudo demonstra a centralidade do (neo)realismo na compreensão da distribuição de capacidades no sistema internacional. O argumento central sustenta que, longe de constituir um anacronismo pós-Guerra Fria, o paradigma realista é essencial para a análise das capacidades de Defesa, visto que a autonomia estratégica dos Estados do Sul Global permanece condicionada pela anarquia sistêmica e pela busca por segurança em cenários de competição assimétrica. Conclui-se que a integração desses campos é indispensável para a formulação de políticas de defesa resilientes, tornando-se imperativa para a compreensão dos desafios estratégicos contemporâneos.

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Biografia do Autor

Eduardo Freitas Gorga, Universidade Federal Fluminense

Graduado em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras; Mestre em Estudos Fronteiriços pela Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Mestre em Estudos Estratégicos Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Doutorando em Estudos Estratégicos da Defesa e da Segurança, Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

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Publicado

2026-10-02