Serviço social e paz positiva no Brasil: desigualdade e violência estrutural

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2357797596376

Palavras-chave:

Paz positiva, Violência estrutural, Serviço social

Resumo

Este trabalho analisa a relação entre paz positiva, violência estrutural e desigualdade social no Brasil, tomando como recorte temporal o período de 2016 a 2022, marcado pelo aprofundamento das políticas neoliberais e pelo desmonte das políticas de proteção social. Fundamentado na teoria da paz positiva de Johan Galtung, o estudo articula contribuições do pensamento social crítico e do Serviço Social brasileiro para compreender como a desigualdade se constitui como expressão histórica da violência estrutural. A análise evidencia que, no período investigado, a austeridade fiscal e a seletividade das políticas públicas intensificaram processos de exclusão social, configurando uma racionalidade necropolítica que administra de forma desigual a vida e a morte, sobretudo entre populações racializadas e periféricas. Conclui-se que a paz positiva, quando apropriada criticamente a partir da realidade latino-americana e articulada à prática profissional do Serviço Social, constitui um instrumento analítico e político fundamental para o enfrentamento da violência estrutural e para a afirmação dos direitos sociais como condição indispensável à construção de uma sociedade justa e democrática.

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Biografia do Autor

Lorenzo Batista de Souza Ribeiro, Universidade Federal de Santa Maria

Graduando em Serviço Social, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil.

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Publicado

2026-06-01

Como Citar

Ribeiro, L. B. de S. (2026). Serviço social e paz positiva no Brasil: desigualdade e violência estrutural. InterAção, 17(2), e96376. https://doi.org/10.5902/2357797596376