(Des)cobrir-me afro-brasileira

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2595523373561

Palavras-chave:

Arte contemporânea, Cultura afro-brasileira, Subjetividades

Resumo

 (DES)COBRIR dentro de minha poética desenvolve o duplo significado que a palavra carrega, tanto o ato de tirar o que cobre, abrir, destampar, quanto o de encontrar o que não era conhecido, avistar, revelar. Ao cobrir os meus autorretratos com tinta, construo uma superfície em camadas. Essas camadas de tinta que cobrem por completo as imagens presentes nos autorretratos conceitualmente desenvolvem a ideia de ocultamento. Opto por utilizar a palavra ocultamento para afirmar que, apesar da forte tentativa de apagar a história e a cultura afro-brasileira, essas sempre resistiram, principalmente nas manifestações culturais, na arte, na dança, na luta, nas religiões que seguem sendo cultivadas. Ao perceber essas camadas, tornou-se possível ressignificá-las. A cor como possibilidade de ressignificar a visualidade afro e a cor como camada negativa são conceitos que coexistem, um se transmuta no outro à medida que um se materializa torna possível a presença do outro. O ato de cobrir a si expõe as camadas que cobrem as minhas subjetividades, alguns traços da minha personalidade e buscam enquadrar a minha pluralidade primeiramente como indivíduo e como pessoa negra. No presente ensaio visual suscito a visualidade desse processo subjetivo e íntimo, o (Des)cobrimento de si.

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Biografia do Autor

Thais Oliveira da Rosa, Universidade Federal de Santa Maria

Mestrado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria.

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Não consta.

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Publicado

2026-04-30

Edição

Seção

Ensaio Visual