Medo e poder na atualidade:

o biopoder em questão

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2175497796178

Palavras-chave:

Foucault, Biopoder, Populismo

Resumo

Os nexos entre medo e poder explicitados na pandemia de covid-19 sugerem dois limites à atualidade do conceito de biopoder. Em primeiro lugar, líderes populistas conservadores como Trump e Bolsonaro não instrumentalizaram o medo do vírus. Em segundo lugar, cidadãos de vários países aderiram voluntariamente ao confinamento antes de qualquer imposição estatal, mobilizados por uma solidariedade por vulnerabilidade compartilhada. O artigo reconstrói o argumento de Foucault sobre os nexos entre medo e poder nos três livros em que trata centralmente da questão do anormal (História da loucura, Vigiar e punir e A vontade de saber) e examina o sentido dos deslocamentos ocorridos na pandemia.

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Biografia do Autor

Paulo Vaz, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Paulo Vaz é professor da Escola de Comunicação e pesquisador Sênior do CNPq. Autor de livros, capítulos e artigos.

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Publicado

15-10-2026

Edição

Seção

Dossiê - O centenário de Michel Foucault (1926-2026) e suas contribuições para a Comunicação