Do patriarcado à política: o Serviço Social e a superação da masculinidade violenta
DOI:
https://doi.org/10.5902/2317175895551Palavras-chave:
Violência de gênero, Masculinidade hegemônica, Serviço Social, Políticas públicas, RessocializaçãoResumo
O presente artigo trata de uma pesquisa qualitativa de revisão bibliográfica que visa analisar criticamente a correlação entre qualificação, trabalho e relações sociais de sexo com ênfase no lugar ocupado pelas mulheres na divisão sexual do trabalho no Brasil. A metodologia aplicada tem base na teoria social crítica articulada com a teoria da reprodução social que melhor atende aos objetivos de responder como as determinações sociais estruturam as desigualdades na sociedade patriarcal-racista-capitalista e como a produção e reprodução dessas desigualdades invisibilizam o trabalho feminino, impondo sobrecarga às mulheres, sobretudo pela naturalização do papel da “mulher guerreira”. A partir de aportes teóricos, discute-se a precarização do trabalho feminino, os limites da qualificação como instrumento de emancipação e a relevância das políticas públicas na promoção da igualdade. Conclui-se que a efetivação da equidade entre os sexos requer não apenas o fortalecimento de políticas sociais, mas também transformações culturais e estruturais de modo a reconhecer e valorizar, de forma justa, tanto o trabalho produtivo quanto o reprodutivo desempenhado pelas mulheres.
Downloads
Referências
ANUÁRIO BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA 2025. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ano 19, 2025. ISSN 1983-7364. Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/arquivos/artigos/5999-atlasdaviolencia2025.pdf> Acesso em: 09 ago. 2025.
BEIRAS, A.; NASCIMENTO, M.; INCROCCI, C. Programas de atenção a homens autores de violência contra as mulheres: um panorama das intervenções no Brasil. Revista Saúde Soc. São Paulo, v. 18, nº 1, p. 262-274, 2019. Disponível em <https://www.scielo.br/j/sausoc/a/BkkGwctw6WzsBbJbxSbPsNq/?format=html&lang=pt> Acesso em: 15 ago. 2025.
BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 8 ago. 2006.
BRASIL. Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015. Altera o art. 121 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 10 mar. 2015.
BHATTACHARYA, T. A teoria da reprodução social: remapeamento de classe, recentralização da opressão/ Política do corpo: a reprodução social das sexualidades/ Alan Sears. São Paulo: Elefante, 2023.
BOSCHETTI, I. Política social: fundamentos e história. São Paulo: Cortez, 2016.
CFESS – CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL. Código de Ética Profissional do Assistente Social. Brasília: CFESS, 1993.
FEDERICI, S. O calibã e a bruxa. São Paulo: Elefante, 2004.
FEDERICI, S. Mulheres e a caça às bruxas: da idade média aos dias atuais. 1ed. São Paulo: Boitempo. 2019.
EINHARDT, A.; SAMPAIO, S. S. Violência doméstica contra a mulher — com a fala, eles, os homens autores da violência. Serv. Soc. Soc., São Paulo, n. 138, p. 359-378, 2020. Disponível em <https://www.scielo.br/j/sssoc/a/Snmc9w4r4xRy46FZDxVnKKR/?format=pdf&lang=pt> Acesso em: 15 ago. 2025.
SAFFIOTI, H. I. B. O poder do macho. São Paulo: Moderna, 1987.
SAFFIOTI, H. I. B. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2004.
TÁVORA, P. R.; CAMARGO, M. E. (2025). Políticas de combate à violência contra as mulheres, por meio de grupos reflexivos. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 10–196. Disponível em: <https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/18842> Acesso em: 14 ago. 2025.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Sociais e Humanas

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Os direitos autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais. A revista permitirá o uso dos trabalhos publicados para fins não-comerciais, incluindo direito de enviar o trabalho para bases de dados de acesso público. Os artigos publicados são de total e exclusiva responsabilidade dos autores.

