A FORMAÇÃO DA ÁREA DE ANÁLISE DE POLÍTICAS PÚBLICAS: DO MODELO "RACIONAL-COMPREENSIVO" ÀS ABORDAGENS "SINTÉTICAS" DO PROCESSO DA POLÍTICA PÚBLICA

Márcio Barcelos

Resumo


Este artigo tem como objetivo geral a realização de um breve levantamento da formação da área de análise de políticas públicas ao longo do século XX. É dividido em dois grandes blocos. O primeiro dedica-se a uma apreciação dos fundamentos da área da análise de políticas públicas, suas origens e desdobramentos ao longo do século XX. Inicia com a discussão sobre as tentativas de criação de uma “ciência da ação governamental”, voltada para o desenvolvimento de um corpo burocrático orientado pelo conhecimento e pela expertise técnica. O segundo bloco apresenta e discute novas abordagens analíticas que foram resultado de uma mudança de paradigma que ocorreu na área no final do século XX. Tais abordagens, relativizando o papel da ciência e a dimensão “racional” na produção da ação governamental, abriram novas e instigantes frentes de estudo, dando especial ênfase ao papel de fatores subjetivos como crenças, valores, idéias e discursos nos processos que dão origem às políticas públicas. Assim, estas deixam de ser vistas apenas como processos gerenciais, administrativos, mas também, e principalmente, como processos construídos socialmente.


Palavras-chave


Políticas Públicas; História; Ciência, Abordagens Sintéticas

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