ENTRE TERRITORIALIZAÇÕES DE FAZERES: UMA CLÍNICA DA ATIVIDADE COM TRABALHADORES DE SAÚDE MENTAL

Vera Lúcia Inácio Souza, Tania Mara Galli Fonseca

Resumo


Este artigo aborda territorializações de fazeres cotidianos de trabalho, através de expressividades produzidas com os trabalhadores da Oficina de Criatividade e do Ateliê de Artes do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Tomamos o conceito de atividade, advinda dos campos da Clínica da Atividade e da Ergologia, e percorremos movimentos de territorialização, sendo estes tomados desde o campo da Filosofia da Diferença. Nossa pesquisa busca criar formas de romper com as inteligibilidades que atravessam os modos de trabalhar com a loucura, como forma de produzir variações nos fazeres, gestos e discursos. Como procedimentos metodológicos, criamos um Dispositivo Clínico-Institucional de Análise da Atividade, em que suas linhas envolvem a escrita da pesquisa, o acompanhamento das situações de trabalho e a análise coletiva da atividade, a partir da produção de imagens fotográficas. Pensamos que a proposição de uma análise da atividade, por sua dimensão inventiva, se faz fonte de mobilização para um pensar-agir com vistas à construção de políticas minoritárias do trabalho em saúde mental. Por essa via, apresentamos uma pesquisa clínica da atividade que se articula com a Política de Educação Permanente, na medida em que discutimos estratégias coletivas de ação no trabalho.


Palavras-chave


Clínica da atividade; Trabalho; Educação permanente;

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