O DESAFIO DE TORNAR-SE SUJEITO DA PRÓPRIA HISTÓRIA: ANÁLISE DE UMA TRAJETÓRIA SÓCIO PROFISSIONAL

Maria Fernanda Diogo, Maria Chalfin Coutinho

Resumo


No Brasil, o segmento de vigilância apresenta intenso predomínio masculino. Discute-se neste artigo as táticas de inserção de uma mulher nesta área por meio de um estudo de caso. Apresentou-se a trajetória sócio profissional de uma mulher matriculada em um curso profissionalizante de vigilante objetivando compreender porque ela procurou esta formação, suas expectativas, suas táticas de inserção nesta e/ou em outras profissões e como estas foram por ela significadas. Para coleta de informações, realizaram-se entrevistas recorrentes e utilizou-se a técnica da Trajetória Sócio Profissional. A análise sistemático-dialética buscou o alinhavo do sensível com as condições materiais vividas, o contexto social, cultural e político. Denominou-se movimento o percurso narrado no transcurso das entrevistas. Percebeu-se que esta mulher buscou lançar mão de táticas que a colocaram no lugar de sujeito da sua história, rompendo com trajetórias pessoais e familiares consideradas sofridas, buscando desenvolver sua autonomia. Perceberam-se aspectos relacionados às diferenças de gênero no segmento de vigilância, bem como no modo como ela organizava sua trajetória e seu cotidiano. Também foi possível apreender que as entrevistas possibilitaram à participante uma reflexão sobre seu processo e, mesmo sem intenções clínicas, tornaram-se fontes de insights.


Palavras-chave


Trabalho; Gênero; Vigilância Privada; Trajetória Sócio Profissional.

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