Anglicanos, Palotinos e a Cultura Política de Santa Maria (1883-1915)

Alexandre de Oliveira Karsburg, Maíra Inês Vendrame

Resumo


A Constituição brasileira de 1891 decretou a separação entre o Estado e a Igreja Católica. Esta nova situação possibilitou a expansão de outras religiões em território brasileiro, onde antes o catolicismo era hegemônico.  Metodistas, anglicanos e luteranos puderam erguer seus templos, badalar seus sinos e exteriorizar a sua fé, já que as novas leis davam total liberdade de culto. A Igreja Católica ciente de que seus esforços teriam que ser redobrados para se garantir como religião predominante no país, passou a hostilizar as novas Igrejas, enxergando um complô, liderado pelos maçons, que visava destruir a verdadeira fé cristã. Devido a presença tanto de católicos ultramontanos, quanto de anglicanos, metodistas e luteranos, Santa Maria se apresentou como um dos melhores locais para estudarmos as hostilidades entre as religiões. Este conflito ganha outra dimensão quando o inserimos nas disputas políticas locais e no quadro mais amplo do confronto entre a modernidade racionalista, defendida pelos liberais, e o conservadorismo, representado pela Igreja Católica. No caso de Santa Maria, o Catolicismo era representado pela Congregação Palotina, estabelecida na região desde 1886. Os liberais, por sua vez, eram representados pela Maçonaria.


Palavras-chave


Século XIX; Rio Grande do Sul; Anglicanos; Palotinos; Cultura política

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